São 4 horas da manhã e eu não consigo dormir. Não sei se é certo considerar insônia quando isso já tornou-se um hábito. Durmo tarde, acordo tarde. Pra vocês terem uma breve ideia de como tem sido a minha rotina, vou compartilhar: minha mãe e meu irmão chegam em casa na hora do almoço. Nicko late; Edil e minha mãe brigam sobre as notas dele no colégio; Edil discute com Maria; Nicko late; minha mãe briga com meu irmão; meu irmão bate a porta com força; Nicko late; minha mãe abre a porta do meu quarto e diz: 'vai almoçar?' e fecha antes que eu diga que não. Eu escuto tudo, semi-acordada, com uma preguiça além da conta de me levantar e beber um copo d'água que seja. Durmo até as 3 da tarde.
Acordo já pensando se vou fazer miojo, ou se espero minha mãe chegar novamente em casa trazendo pão fresco da padaria. Muitas vezes escolho a segunda opção, simplesmente por ser mais fácil. Levanto, pego meu café e vou direto pro computador do escritório. Nicko se espreguiça em mim, eu digo 'Oi, lindo', e a gente brinca rapidinho. Olho meu twitter, orkut, mas não entro no msn. Aprendi que as pessoas não estão online às 3 da tarde. Quem faz alguma coisa importante de manhã, aproveita algum tempo livre da tarde e tira um cochilo. Ou estuda. Ou faz qualquer outra coisa digna de se chamar 'atividade'. É inútil entrar no msn, então eu simplesmente fico encarando a tela do pc pré-histórico, muitas vezes xingando e lembrando os bons tempos antes do problema com a placa mãe do meu notebook.
Quando eu tenho saco, deito no sofá e vou ver a gravação do capítulo da novela da noite anterior. Acelero todas as partes que Marcos ou Sandrinha aparecem. Minha mãe chega em casa, traz o pão. Geralmente eu ainda estou com a caneca de café nas mãos, então pego um pão e pronto. Dá a hora de sair com Nicko, e eu muito alegremente vou passear na praça. A gente anda, e toda vez paro na casa da esquina e fico babando o casal de Golden Retriever que late feliz pra gente.
Às vezes, eu leio uns textos da faculdade quando chego em casa. Ou antes de sair. Mas, vou admitir que tem uma pilha de folha de Teoria da Comunicação que eu nunca nem cheguei perto. Nem pretendo, se vocês querem saber. E se vocês pagassem essa matéria, saberiam exatamente do que eu estou falando.
Fico enrolando no computador, desenho, vejo o Google, leio algumas notícias, posto no meu Twitter. Finalmente, entro no msn. Continua sendo inútil, já que sempre entro faltando pouquíssimo tempo pra sair, e não dá tempo de falar muita coisa com ninguém. Me arrumo apressada pra ir pra faculdade, e apesar do trânsito, na maioria das vezes eu chego a tempo, sem grandes atrasos.
Segundas e Quartas eu passo o segundo horário desejando estar em outra dimensão. Hora altamente oportuna para eu aperfeiçoar meus desenhos. Já deve ter umas 5 páginas do meu caderno dedicadas à eles. Ninguém merece Língua Portuguesa, já cansei de comentar isso por aqui.
Volto pra casa, como alguma coisa, brinco com Nicko, vejo um pouco de qualquer coisa na tv da sala, minha mãe pergunta se meu irmão já arrumou a bolsa. Ele sempre diz que 'ainda não'. De volta ao computador (e novamente lutando contra a lerdeza dele!) eu converso com gente que não queria que tivesse longe de mim. Tenho saudades, e faço planos. Fica por isso mesmo até altas horas da madrugada, quando resolvo sair e vou ler. Pego qualquer que seja o livro que eu esteja lendo ("O Analista" - John Katzenbach) e só paro quando meus olhos começam a pesar e meu corpo não aguenta mais a mesma posição. Desligo as luzes e mudo de canal umas trezentas vezes. Paro no Animal Planet sempre que passa alguma coisa sobre os Orangotangos, ou Hospital Veterinário. Cartoon de madrugada só passa Pica-Pau, e não dá pra engolir aquela risadinha nessa hora. Mudo pro Discovery Home & Health e fico assistindo qualquer coisa familiar, culinária, tanto faz. Olho pela cortina e vejo que está amanhecendo. Resolvo dormir.
Mil e quinhentos xixis depois, eu adormeço.
-
Isso é um ciclo. No outro dia a mesma coisa vai acontecer, talvez com poucas modificações. É sempre igual, sempre assim. E hoje - agora há pouco, na verdade - eu percebi que ESSE é o problema. Esse é o meu problema. O que está atrapalhando a minha vida.
Enquanto eu me remexia na cama, aguentando a dor insuportável no meu pescoço, eu percebi: NÃO TENHO UM PROPÓSITO.
Isso me deu medo. Muito medo. Eu não tenho um motivo. Eu não acordo mais de manhã e penso 'vou fazer isso', sabe? PERDI a noção das coisas. Não tenho nada que me prenda às rotinas, aos trabalhos, ao importante. Eu não faço mais nada. E isso me incomoda profundamente.
Pensando nisso, eu não consegui mais dormir. Já são 4 e meia da manhã, tem um monte de passarinho cantando pela rua, o céu ficando claro, e eu aqui, desabafando sobre como eu descobri que não tenho mais motivação dentro de mim. Gente, eu me perdi. Alguém tem noção de quão preocupante é isso? Sério, eu estou desesperada.
Não culpem a internet, ou o meu tempo passado nela. Não é essa a questão. Nunca foi, já que antes eu conseguia conciliar tudo. Não é a internet que me prende. Na verdade, NEM ELA me prende a ponto de ser motivo de discórdia psicológica dessa minha falta de 'ser/fazer/estar'.
Nas férias eu acordava cedo, ia surfar, voltava, lia, tocava violão; eu tinha uma banda, eu ansiava pelos ensaios; eu dava aulas, me preparava, achava graça, recebia um pagamento. E agora? O que eu tenho? Não surfo mais desde que minha prancha quebrou. Não tenho mais banda, não tenho um emprego.
O que eu tenho? O que eu faço? Do que eu preciso?
Preciso de uma solução. Eu vou achar, não se preocupem. Vou consertar essa bagunça.
Não sei, talvez não seja tão grave, e eu estou sendo melodramática, e agora todo mundo vai pensar que eu tenho um grande problema. Não vou apagar esse post depois de tanto tempo que levei para completá-lo. Amanhã (ou mais tarde) eu vou acordar, e ler isso tudo, e pensar 'É verdade, Paula. MEXA-SE!'
Muita gente não consegue entender o motivo de eu aguentar dormir até tão tarde. Simples! Meus sonhos são muito legais. E eu cheguei ao ponto de muitas vezes preferir dormir a ter que estar acordada fazendo nada. Isso é deprimente. Existe uma voz dentro de mim que grita: 'PAULA, VÁ VIVER!'. Melhor, mais agitadamente, com alguma coisa em mente. Eu tava pensando, qual o meu objetivo? Eu não tenho mais um objetivo desde quando? Por isso eu preciso de algo novo e diferente. É por isso que eu falo em sair daqui.
Olha, eu não quero que ninguém me entenda mal. Tô pensando que vão ler esse post e pensar 'essa menina tá deprimida, tá doente, pelamordedeus!'. Eu sou feliz, existem outras coisas que me fazem feliz, e eu me gosto bastante, não há motivo para pânico!
Pode estar sendo um exagero da minha parte. Talvez seja, talvez não, talvez mais ou menos.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Falando mesmo
Eu falo mesmo que o final de ano tá se esfregando na minha cara, e eu já estou doida pelas férias da faculdade. E é porque eu não tô tendo nem metade dos trabalhos que muita gente tá tendo. Relatórios e etc. Ainda não, pelo menos. Isso me deixa com um sentimento de vagabundagem, que instalou-se o ano inteiro no meu frágil ser.
Eu falo mesmo que não vou afirmar estar amando meu curso. Todo mundo me pergunta 'e aí, tá gostando?' e quando eu respondo 'é, tô sim' ficam achando desanimado. Mas, gente... QUALQUER início de curso não é tudo que você sempre quis. Tenho matérias que me dão súbita vontade de cometer suicídio de TÃO INSUPORTÁVEIS que são. Português, por exemplo. Porra, eu passei A VIDA estudando Português, pra chegar na faculdade e ter que ver as mesmas coisas, com outros nomes? E de quebra a professora é meio surda, meio fraca da cabeça. Teoria da Comunicação (matéria que meus amigos jornalistas também pagam) é um SACO. A definição de 'empurrar com a barriga'. E o que fazer? Aguenta firme! Um dia eu vou responder 'Tô A-M-A-N-D-O! Mas hoje eu me conformo em dizer que tá legalzinho. Deal with it!
Eu falo mesmo: eu acho o Carnatal a maior perda de dinheiro. Tudo bem, eu já tive vontade de ir, e nem vou mentir, ainda tenho. Mas não é aquela coisa de 'vou morrer se não for, vou comprar meu abadá mil séculos antes que acabe, vou, TENHO que ir em bloco tal...' etc. Nunca fui, nem me arrependo de não ter ido. Fui pra arquibancada uma vez (oi, fim de carreira!) e só. Ano passado, eu e Carliane ainda fomos em cima da hora (MESMO!) procurar alguma coisa. Nem achamos, voltamos pra casa, e ainda fomos confundidas com prostitutas.
Um dia eu vou, quem sabe. Enquanto isso, vou aproveitar melhor o meu dinheiro.
Eu falo mesmo que falar de dinheiro me deprime um pouco. Tanta coisa que eu queria ter e não dá porque não tenho dinheiro suficiente pra gastar com futilidades. Exemplo: violão novo, apartamento novo (ou uma casa, com quintal, pra eu poder ter minha Lab chocolate!), um Adidas Star de cada cor, ter um pequeno estúdio para eu gravar minhas músicas em casa, um macbook, viagens e mais viagens. Só que né, isso TODO MUNDO quer. Então eu reconheço que não sou nenhuma exceção e que muita gente compreende essa sensação. Me dá certa vergonha de querer tão mais do que eu já tenho, quando algumas pessoas só gostariam de um prato de comida. Eu gosto de pensar nos outros, não posso fazer nada se sou assim. Tem gente que acha ruim fazer esse tipo de associação, mas às vezes, mesmo que não faça diferença alguma, eu penso tipo 'pô, eu tenho isso e fulano lá num sei aonde não tem!'. E vou nem mentir, muitas vezes eu penso 'problema de fulano se ele não tem, não é minha culpa!'
Eu queria muito ajudar, tipo, vamo generalizar por um instante e falar na África. Vocês têm noção de quanto é passagem de ida e volta pra lá? Tipo, uns 12 MIL REAIS! Sim, aí você, que tem casa, comida e roupa lavada, mas não tem dinheiro pra comprar o tênis que sua mãe não quer/pode te dar vai ter 12 MIL REAIS pra gastar ajudando crianças africanas? #AngelinaJolieFeelings E só uma observação: se eu por acaso tivesse dinheiro pra ir, eu escolheria ajudar as reservas ambientais com o controle de natalidade dos elefantes.
P.S. significativo: Não é porque você não tem dinheiro pra ir pra África ou sei lá, Ubequistão (?) que você não pode ajudar sua cidade. Tem monte de instituição precisando, não custa nada dar uma mãozinha, um pézinho, e quem puder até um corpinho inteiro. Mesmo que seja esporádico, mas fazer boa ação sem ter que ter nada em troca é tudo de bom, viu?
Eu falo mesmo que ultimamente tô me achando uma pessoa muito estranha. Não entendo quão estranha, nem sei exatamente como isso me afeta. Crise existencial, sabem como é.
e por enquanto é só.
Eu falo mesmo que não vou afirmar estar amando meu curso. Todo mundo me pergunta 'e aí, tá gostando?' e quando eu respondo 'é, tô sim' ficam achando desanimado. Mas, gente... QUALQUER início de curso não é tudo que você sempre quis. Tenho matérias que me dão súbita vontade de cometer suicídio de TÃO INSUPORTÁVEIS que são. Português, por exemplo. Porra, eu passei A VIDA estudando Português, pra chegar na faculdade e ter que ver as mesmas coisas, com outros nomes? E de quebra a professora é meio surda, meio fraca da cabeça. Teoria da Comunicação (matéria que meus amigos jornalistas também pagam) é um SACO. A definição de 'empurrar com a barriga'. E o que fazer? Aguenta firme! Um dia eu vou responder 'Tô A-M-A-N-D-O! Mas hoje eu me conformo em dizer que tá legalzinho. Deal with it!
Eu falo mesmo: eu acho o Carnatal a maior perda de dinheiro. Tudo bem, eu já tive vontade de ir, e nem vou mentir, ainda tenho. Mas não é aquela coisa de 'vou morrer se não for, vou comprar meu abadá mil séculos antes que acabe, vou, TENHO que ir em bloco tal...' etc. Nunca fui, nem me arrependo de não ter ido. Fui pra arquibancada uma vez (oi, fim de carreira!) e só. Ano passado, eu e Carliane ainda fomos em cima da hora (MESMO!) procurar alguma coisa. Nem achamos, voltamos pra casa, e ainda fomos confundidas com prostitutas.
Um dia eu vou, quem sabe. Enquanto isso, vou aproveitar melhor o meu dinheiro.
Eu falo mesmo que falar de dinheiro me deprime um pouco. Tanta coisa que eu queria ter e não dá porque não tenho dinheiro suficiente pra gastar com futilidades. Exemplo: violão novo, apartamento novo (ou uma casa, com quintal, pra eu poder ter minha Lab chocolate!), um Adidas Star de cada cor, ter um pequeno estúdio para eu gravar minhas músicas em casa, um macbook, viagens e mais viagens. Só que né, isso TODO MUNDO quer. Então eu reconheço que não sou nenhuma exceção e que muita gente compreende essa sensação. Me dá certa vergonha de querer tão mais do que eu já tenho, quando algumas pessoas só gostariam de um prato de comida. Eu gosto de pensar nos outros, não posso fazer nada se sou assim. Tem gente que acha ruim fazer esse tipo de associação, mas às vezes, mesmo que não faça diferença alguma, eu penso tipo 'pô, eu tenho isso e fulano lá num sei aonde não tem!'. E vou nem mentir, muitas vezes eu penso 'problema de fulano se ele não tem, não é minha culpa!'
Eu queria muito ajudar, tipo, vamo generalizar por um instante e falar na África. Vocês têm noção de quanto é passagem de ida e volta pra lá? Tipo, uns 12 MIL REAIS! Sim, aí você, que tem casa, comida e roupa lavada, mas não tem dinheiro pra comprar o tênis que sua mãe não quer/pode te dar vai ter 12 MIL REAIS pra gastar ajudando crianças africanas? #AngelinaJolieFeelings E só uma observação: se eu por acaso tivesse dinheiro pra ir, eu escolheria ajudar as reservas ambientais com o controle de natalidade dos elefantes.
P.S. significativo: Não é porque você não tem dinheiro pra ir pra África ou sei lá, Ubequistão (?) que você não pode ajudar sua cidade. Tem monte de instituição precisando, não custa nada dar uma mãozinha, um pézinho, e quem puder até um corpinho inteiro. Mesmo que seja esporádico, mas fazer boa ação sem ter que ter nada em troca é tudo de bom, viu?
Eu falo mesmo que ultimamente tô me achando uma pessoa muito estranha. Não entendo quão estranha, nem sei exatamente como isso me afeta. Crise existencial, sabem como é.
e por enquanto é só.
sábado, 31 de outubro de 2009
< Insira aqui sua risada maléfica >
31 de Outubro, minha gente! Eu sei que aqui no Brasil o Halloween nem é uma data TÃO comemorativa assim. Mas né, a gente ainda insiste em fazer festas e mais festas. Afinal, qualquer coisa aqui é digna de comemoração. Aqui não tem outono, nem abóboras decorando as casas, nem criancinhas saindo nas ruas pedindo 'doces ou travessuras'. Se tivesse, quem é que diabos (há!) abriria as portas para distribuir doces pras crianças? Vai que a criança aparece com um 38, invertendo os papéis e metendo bala na sua cabeça? (ok, exagero mode ON!) A gente já tem o dia de Cosme e Damião (que eu nem sei qual é, mas Didi já fez um filme sobre isso! HAHA).
Sendo bem chata, eu diria que isso de 'trick or treat' é uma coisa inventada pelos dentistas. Qual é, imagina o tanto de paciente-pós-halloween não aparece? Eles devem até ter alguma piada interna, criar sigla (PPH, ou PHP (post-halloween-patient)). Bom, se é isso ou não, é no mínimo conveniente. E ei, eu acho o dia super bacana, quando bem aproveitado. Acho o máximo.
Um dia, eu prometo a vocês, me vestirei de árvore ou policial sexy. Tipo, sempre quis! Falta só coragem de procurar a fantasia. Próximo ano nós veremos!
Então, eu ia fazer uma lista de filmes de terror, mas bateu a preguiça, e a Warner Channel já fez isso, é só ligar lá e ver as propagandas de A Casa de Cera, Premonição 3, Halloween etc.
Então eu fui lá no querido e amado Google, joguei 'histórias de halloween' e peguei uma das primeiras que eu vi. Achei engraçada, tive pena do envolvido. Olhaí:
"Há muitos anos atrás, um grupo de amigos em Ouro Preto - MG resolveu fazer uma aposta. Entrar a meia noite numa cova vazia que estava aberta no cemitério local.Todos os cinco entraram , mas o último, ao sair da cova, gritou de horror... Alguém o segurava e o puxava para dentro do buraco. Apavorados, os outros fugiram do local.No dia seguinte, encontraram um jovem de aproximadamente 25 anos, com os cabelos totalmente grisalhos, e expressão de horror, morto, dentro da cova aberta.Na sua calça jeans, estava agarrado um pedaço de raiz, que o prendeu e o matou de susto."
Caso alguém tenha interesse de fuçar e seja simplesmente muito preguiçoso pra ir lá pelo Google, clica aqui pra poder dizer 'achei uma merda.' Se você realmente não tiver o que fazer, vai aqui pra ler umas histórias mais elaboradas (que eu não cheguei a ler, só passei o olho rapidamente). Tem um fórum, ou algo parecido, que tem histórias também, só clicar aqui.
Obs.: Nada dos 'aqui' é vírus, eu não sou tapada e nem tenho fotos das festas que você foi, muito menos fiz montagens ou cartões românticos. Só avisando! (:
Muahahabeijostchau
Sendo bem chata, eu diria que isso de 'trick or treat' é uma coisa inventada pelos dentistas. Qual é, imagina o tanto de paciente-pós-halloween não aparece? Eles devem até ter alguma piada interna, criar sigla (PPH, ou PHP (post-halloween-patient)). Bom, se é isso ou não, é no mínimo conveniente. E ei, eu acho o dia super bacana, quando bem aproveitado. Acho o máximo.
Um dia, eu prometo a vocês, me vestirei de árvore ou policial sexy. Tipo, sempre quis! Falta só coragem de procurar a fantasia. Próximo ano nós veremos!
Então, eu ia fazer uma lista de filmes de terror, mas bateu a preguiça, e a Warner Channel já fez isso, é só ligar lá e ver as propagandas de A Casa de Cera, Premonição 3, Halloween etc.
Então eu fui lá no querido e amado Google, joguei 'histórias de halloween' e peguei uma das primeiras que eu vi. Achei engraçada, tive pena do envolvido. Olhaí:
"Há muitos anos atrás, um grupo de amigos em Ouro Preto - MG resolveu fazer uma aposta. Entrar a meia noite numa cova vazia que estava aberta no cemitério local.Todos os cinco entraram , mas o último, ao sair da cova, gritou de horror... Alguém o segurava e o puxava para dentro do buraco. Apavorados, os outros fugiram do local.No dia seguinte, encontraram um jovem de aproximadamente 25 anos, com os cabelos totalmente grisalhos, e expressão de horror, morto, dentro da cova aberta.Na sua calça jeans, estava agarrado um pedaço de raiz, que o prendeu e o matou de susto."
Caso alguém tenha interesse de fuçar e seja simplesmente muito preguiçoso pra ir lá pelo Google, clica aqui pra poder dizer 'achei uma merda.' Se você realmente não tiver o que fazer, vai aqui pra ler umas histórias mais elaboradas (que eu não cheguei a ler, só passei o olho rapidamente). Tem um fórum, ou algo parecido, que tem histórias também, só clicar aqui.
Obs.: Nada dos 'aqui' é vírus, eu não sou tapada e nem tenho fotos das festas que você foi, muito menos fiz montagens ou cartões românticos. Só avisando! (:
Muahahabeijostchau
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Reading Soundtrack
Ontem o shuffle do meu iPod estava de MUITO bom humor, e enquanto eu lia ele selecionou só músicão para ser trilha sonora. Então, vou seguir o exemplo da amiga Bianca e postá-las como lista. Mas elas não estão em ordem de preferência, nem nada parecido. É só uma lista de músicas agradáveis para se ouvir enquanto lê (como ela disse, é um jeito novo de descobrir músicas novas, e etc!). Enjoy!
1- Nowhere Warm - Kate Havnevik
2- Closer - Joshua Radin
3- I'm Hit - Greg Laswell
4- Grazed Knees - Snow Patrol
5- Hometown Glory - Adele
6- Prodigal - OneRepublic
7- Bless The Broken Road - (cover) Carrie Underwood
8- Naked - Avril Lavigne
9- What If - Jadon Lavik
10- The Way I Loved You - Taylor Swift
11- Fuzzy Blue Lights - Owl City
12- Hope You're Happy - Dashboard Confessional
13- Whole Lotta History - Girls Aloud
14- Rome Wasn't Built In A Day - Morcheeba
15- A Palo Seco - Los Hermanos
16- There's Us - Alexz Johnson
17- Don't Go Away - Oasis
18- I'm Still Breathing - Katy Perry
19- Fake Plastic Trees - Radiohead
20- Hard Sun - Eddie Vedder
Obs.: Se preferir, adicione essa playlist a uma xícara de café ou chá e voilà!
1- Nowhere Warm - Kate Havnevik
2- Closer - Joshua Radin
3- I'm Hit - Greg Laswell
4- Grazed Knees - Snow Patrol
5- Hometown Glory - Adele
6- Prodigal - OneRepublic
7- Bless The Broken Road - (cover) Carrie Underwood
8- Naked - Avril Lavigne
9- What If - Jadon Lavik
10- The Way I Loved You - Taylor Swift
11- Fuzzy Blue Lights - Owl City
12- Hope You're Happy - Dashboard Confessional
13- Whole Lotta History - Girls Aloud
14- Rome Wasn't Built In A Day - Morcheeba
15- A Palo Seco - Los Hermanos
16- There's Us - Alexz Johnson
17- Don't Go Away - Oasis
18- I'm Still Breathing - Katy Perry
19- Fake Plastic Trees - Radiohead
20- Hard Sun - Eddie Vedder
Obs.: Se preferir, adicione essa playlist a uma xícara de café ou chá e voilà!
domingo, 18 de outubro de 2009
#QueroPorqueQuero
Quero ter dinheiro. É, quero um emprego, quero ganhar uns trocadinhos pra juntar e poder viajar. Na verdade, o que eu queria mesmo, era poder ter o suficiente pra me mandar daqui e ir fazer faculdade fora. Não que eu não esteja gostando da minha querida federal, mas gente, basta olhar pra mim pra ver que eu não sou desse mundo.
Sou brasileira (e tenho orgulho de ser), amo as praias, o calor do povo brasileiro, a cultura, a comida, o café, as paisagens, e pasmem, até o futebol. Mas sabe quando você sente que não pertence? Pelo menos na situação atual, e pelos últimos 18 anos tem sido assim. E não adianta vir me dizer que eu só sou assim porque não conheço mais que isso. Que eu quero mais do que posso ter, ou que eu supervalorizo a cultura alheia. NÃO É ISSO! Tô cansada de ter que ficar dando satisfação do porquê eu gosto disso, porque eu não quero aquilo. É uma coisa minha. Tá em mim, tá nos meus interesses, nos meus planos, no meu modo de agir e de pensar. Mas, o principal mesmo é uma coisa só: preciso do novo. Preciso mudar. Preciso... fazer alguma coisa que me faça bem. Sei lá, sabe quando você sente que tá faltando? Pois bem. Está.
Sou brasileira (e tenho orgulho de ser), amo as praias, o calor do povo brasileiro, a cultura, a comida, o café, as paisagens, e pasmem, até o futebol. Mas sabe quando você sente que não pertence? Pelo menos na situação atual, e pelos últimos 18 anos tem sido assim. E não adianta vir me dizer que eu só sou assim porque não conheço mais que isso. Que eu quero mais do que posso ter, ou que eu supervalorizo a cultura alheia. NÃO É ISSO! Tô cansada de ter que ficar dando satisfação do porquê eu gosto disso, porque eu não quero aquilo. É uma coisa minha. Tá em mim, tá nos meus interesses, nos meus planos, no meu modo de agir e de pensar. Mas, o principal mesmo é uma coisa só: preciso do novo. Preciso mudar. Preciso... fazer alguma coisa que me faça bem. Sei lá, sabe quando você sente que tá faltando? Pois bem. Está.
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Quando eu tinha uns 9 anos, eu li um livro sobre um cachorrinho detetive chamado 'Zero-Zero-Au'. Sim, podem rir, mas eu ADORAVA esse livro. E naquele tempo, eu queria um cachorrinho daquele jeito, um barco, e que minha vida fosse uma aventura que nem aquelas coisas que passavam no praticamente extinto Discovery Kids (quando ainda passava O Fantasma Escritor e etc).
Eu sei que minha vida não vai ser assim... Tô dizendo isso só para puxar um ponto que penso ser interessante. Aos 10, 11 anos, quando a gente começa a fantasiar sobre 'Ah, quero me casar com tantos anos, ter tantos filhos, de nomes tal e tal, e blablabla, ser rica e ser médica'. O que Paula queria? Ser bióloga, ter um barco e um cachorro detetive. Diferente, né? E legal.
É isso que eu quero na minha vida. Diferença. Pronto. Chega.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Maestria

Existe algo completamente intrigante no pôr-do-sol que me fascina de uma maneira incrível. Eu simplesmente adoro acompanhar sua descida majestosa por entre as nuvens.
Me vem um momento de nostalgia quando o dia vira noite, e toda aquela coisa já poética. O céu fica laranja, dourado, em tons de azul quase roxo, com aquele rosinha suave. E muitas vezes a gente nem nota, né? Passa sem nem perceber. Há muitas nuvens, fumaça, ruídos, distrações, prédios, falta de paciência.
Minha dica do dia é: assista ao pôr-do-sol. Tire um tempinho dos seus dias corridos, vá na janela, pare por 5 minutos, e observe. Respire fundo (isso não é aconselhável se você está em uma zona urbana, dessas muito urbanas, como o centro da cidade), relaxe. Depois você pode voltar ao seu corre-corre, seus cursinhos, faculdade, estudos, trabalhos, enfim. É libertador e vem com um sentimento de paz inteiramente grátis.
Me vem um momento de nostalgia quando o dia vira noite, e toda aquela coisa já poética. O céu fica laranja, dourado, em tons de azul quase roxo, com aquele rosinha suave. E muitas vezes a gente nem nota, né? Passa sem nem perceber. Há muitas nuvens, fumaça, ruídos, distrações, prédios, falta de paciência.
Minha dica do dia é: assista ao pôr-do-sol. Tire um tempinho dos seus dias corridos, vá na janela, pare por 5 minutos, e observe. Respire fundo (isso não é aconselhável se você está em uma zona urbana, dessas muito urbanas, como o centro da cidade), relaxe. Depois você pode voltar ao seu corre-corre, seus cursinhos, faculdade, estudos, trabalhos, enfim. É libertador e vem com um sentimento de paz inteiramente grátis.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Memórias ecológicas da minha infância
Não consigo me lembrar exatamente se estávamos no Jardim II ou se foi antes disso, só sei que aquele dia me marcou. Eu tinha o quê? 6 anos, no máximo, mas me lembro de praticamente todos os detalhes do acontecimento.
Como sempre, a gente brincava no parque pequeno na hora do recreio. Naquela época tudo parecia tão grande, que pular de cima da casinha para a areia era uma aventura incrível.
De repente, aquele aglomerado de criancinhas em cima da casinha principal. E lá vem alguém me chamar, como se eu fosse a única pessoa que conseguisse resolver a situação.
Acontece que no alto da casinha, preso com o pescoço entre os pedaços da madeira amarela do 'telhado', tinha um passarinho. Ele já estava morto, não havia nada que eu pudesse fazer, mas mesmo assim, todos os coleguinhas agiam como se eu fosse a médica dos animais, e pudesse salvar aquela criaturinha. Eu aproveitei o espaço que me deram, peguei o pobre passarinho em minhas mãos, e coloquei dentro de um pote de margarina. E assim, nós fizemos do recreio inocente, o velório do bichinho. Com direito a cerimônia de enterro e tudo mais. Foi realmente emocionante, devo dizer. Eu nunca esqueci aquele dia.
Eu também já criei lagartas. Sim, lagartas, dessas que viram borboletas. Peguei no jardim de casa, e coloquei num potinho desses de comida de bebê. E fiquei dando folhas, e eu tirava elas do potinho pra brincar em cima da mesa do semi-internato. A maioria das pessoas tinha nojo, mas eu não. Elas tinham até nome, só que disso eu não me recordo. Passei um tempo com elas, até que um dia eu não conseguia mais achá-las. Tinham virado casulo, e em pouco tempo, duas mariposas charmosinhas. Soltei, e elas devem ter sido felizes para sempre!
Já "semi-adotei" um gato de rua. Ele apareceu lá em casa, mas minha mãe não podia saber, então eu e meu primo escondemos ele no quintal. Mas minha mãe descobriu. Isso foi em 1998, época de copa do mundo. O nome do gato era Ronaldo.
-
Eu era mesmo metida a intelectual da natureza, desde pequena. Eu lembro de andar por aí segurando livros de biologia, ensinando as pessoas a determinar as idades das árvores, ou dando nomes das éspecies de animais. Eu sempre pensei que fosse ser bióloga. Ou veterinária, algo do tipo. E são mesmo coisas que me interessam. Mas não as vejo mais como ofício. Consigo me divertir, me preocupar, e ter a consciência que muitas outras pessoas deveriam ter. Como Publicitária, prometo levar essa conscientização às pessoas, fazendo-as acreditar que é possível mudar! Votem em mim! Há!
P.S.: Ontem (15/10), eu lembrei de outra coisa 'ecologicamente bonitinha' que me aconteceu quando pequena. Um passarinho caiu no jardim da minha casa com a asa meio ruinzinha. Não conseguia voar direito, e tava com fome. Eu acolhi a avezinha linda, dei comida e abrigo, até ela conseguir voar de novo. Agora vem a parte meio bizarra da coisa, haha. Quando ela tava melhor, eu pintei uma das patinhas dela com tinta guache azul, e chamei de 'Azulzinho'. E toda vez que eu visse aquela rolinha de perninha azul por aí, eu saberia que era ela. Nunca mais eu vi a criatura. Hahaha
Como sempre, a gente brincava no parque pequeno na hora do recreio. Naquela época tudo parecia tão grande, que pular de cima da casinha para a areia era uma aventura incrível.
De repente, aquele aglomerado de criancinhas em cima da casinha principal. E lá vem alguém me chamar, como se eu fosse a única pessoa que conseguisse resolver a situação.
Acontece que no alto da casinha, preso com o pescoço entre os pedaços da madeira amarela do 'telhado', tinha um passarinho. Ele já estava morto, não havia nada que eu pudesse fazer, mas mesmo assim, todos os coleguinhas agiam como se eu fosse a médica dos animais, e pudesse salvar aquela criaturinha. Eu aproveitei o espaço que me deram, peguei o pobre passarinho em minhas mãos, e coloquei dentro de um pote de margarina. E assim, nós fizemos do recreio inocente, o velório do bichinho. Com direito a cerimônia de enterro e tudo mais. Foi realmente emocionante, devo dizer. Eu nunca esqueci aquele dia.
Eu também já criei lagartas. Sim, lagartas, dessas que viram borboletas. Peguei no jardim de casa, e coloquei num potinho desses de comida de bebê. E fiquei dando folhas, e eu tirava elas do potinho pra brincar em cima da mesa do semi-internato. A maioria das pessoas tinha nojo, mas eu não. Elas tinham até nome, só que disso eu não me recordo. Passei um tempo com elas, até que um dia eu não conseguia mais achá-las. Tinham virado casulo, e em pouco tempo, duas mariposas charmosinhas. Soltei, e elas devem ter sido felizes para sempre!
Já "semi-adotei" um gato de rua. Ele apareceu lá em casa, mas minha mãe não podia saber, então eu e meu primo escondemos ele no quintal. Mas minha mãe descobriu. Isso foi em 1998, época de copa do mundo. O nome do gato era Ronaldo.
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Eu era mesmo metida a intelectual da natureza, desde pequena. Eu lembro de andar por aí segurando livros de biologia, ensinando as pessoas a determinar as idades das árvores, ou dando nomes das éspecies de animais. Eu sempre pensei que fosse ser bióloga. Ou veterinária, algo do tipo. E são mesmo coisas que me interessam. Mas não as vejo mais como ofício. Consigo me divertir, me preocupar, e ter a consciência que muitas outras pessoas deveriam ter. Como Publicitária, prometo levar essa conscientização às pessoas, fazendo-as acreditar que é possível mudar! Votem em mim! Há!
P.S.: Ontem (15/10), eu lembrei de outra coisa 'ecologicamente bonitinha' que me aconteceu quando pequena. Um passarinho caiu no jardim da minha casa com a asa meio ruinzinha. Não conseguia voar direito, e tava com fome. Eu acolhi a avezinha linda, dei comida e abrigo, até ela conseguir voar de novo. Agora vem a parte meio bizarra da coisa, haha. Quando ela tava melhor, eu pintei uma das patinhas dela com tinta guache azul, e chamei de 'Azulzinho'. E toda vez que eu visse aquela rolinha de perninha azul por aí, eu saberia que era ela. Nunca mais eu vi a criatura. Hahaha
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