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domingo, 14 de novembro de 2010

Um sentimento que não sei qual

Hoje eu acordei um pouco melhor do que estava quando fui dormir ontem, e isso é grande coisa considerando todos os fatos.
Não sei se foi só a decepção que me fez sentir tão assim, sem chão. Eu estou tentando não pensar, não planejar, pelo simples motivo de não saber o que fazer. Não posso ignorar e fingir que tudo está bem, porque não está e isso é uma coisa que eu não consigo fazer. Esse lance de fingir, quero dizer.
Acho que no momento tá rolando um mix de decepção, com nojo, raiva e um pouco de pena. Ontem eu coloquei boa parte disso pra fora, e agradeço quem teve a paciência de me ouvir.
Agora o foco é a contagem regressiva para a minha viagem: 12 dias. Mal posso esperar, de verdade. CAINIMIM, MICKEY! :)

domingo, 18 de outubro de 2009

#QueroPorqueQuero

Preciso desabafar. Sim, de novo, e provavelmente pelos mesmos problemas que eu tanto reclamo.
Quero ter dinheiro. É, quero um emprego, quero ganhar uns trocadinhos pra juntar e poder viajar. Na verdade, o que eu queria mesmo, era poder ter o suficiente pra me mandar daqui e ir fazer faculdade fora. Não que eu não esteja gostando da minha querida federal, mas gente, basta olhar pra mim pra ver que eu não sou desse mundo.
Sou brasileira (e tenho orgulho de ser), amo as praias, o calor do povo brasileiro, a cultura, a comida, o café, as paisagens, e pasmem, até o futebol. Mas sabe quando você sente que não pertence? Pelo menos na situação atual, e pelos últimos 18 anos tem sido assim. E não adianta vir me dizer que eu só sou assim porque não conheço mais que isso. Que eu quero mais do que posso ter, ou que eu supervalorizo a cultura alheia. NÃO É ISSO! Tô cansada de ter que ficar dando satisfação do porquê eu gosto disso, porque eu não quero aquilo. É uma coisa minha. Tá em mim, tá nos meus interesses, nos meus planos, no meu modo de agir e de pensar. Mas, o principal mesmo é uma coisa só: preciso do novo. Preciso mudar. Preciso... fazer alguma coisa que me faça bem. Sei lá, sabe quando você sente que tá faltando? Pois bem. Está.

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Quando eu tinha uns 9 anos, eu li um livro sobre um cachorrinho detetive chamado 'Zero-Zero-Au'. Sim, podem rir, mas eu ADORAVA esse livro. E naquele tempo, eu queria um cachorrinho daquele jeito, um barco, e que minha vida fosse uma aventura que nem aquelas coisas que passavam no praticamente extinto Discovery Kids (quando ainda passava O Fantasma Escritor e etc).

Eu sei que minha vida não vai ser assim... Tô dizendo isso só para puxar um ponto que penso ser interessante. Aos 10, 11 anos, quando a gente começa a fantasiar sobre 'Ah, quero me casar com tantos anos, ter tantos filhos, de nomes tal e tal, e blablabla, ser rica e ser médica'. O que Paula queria? Ser bióloga, ter um barco e um cachorro detetive. Diferente, né? E legal.

É isso que eu quero na minha vida. Diferença. Pronto. Chega.