segunda-feira, 26 de abril de 2010

Consumindo (ou será que não?)


"Não quero dinheiro, eu só quero amar..." - Hm, meus "assuntos do coração" não vão muito bem desde... sempre (?). Então eu meio que cheguei a conclusão de que eu nasci pra ser rica. Mas isso também não tem ido muito bem, não tenho dinheiro e coisa e tal. Não tenho um emprego (o que eu espero que mude dentro dos próximos dias), e fico dependendo do dinheiro da minha mãe o tempo todo. Isso é um grande, grande problema! É muito ruim você querer uma coisa e ter que ficar se segurando sabe Deus lá quanto tempo pra comprar. Todo mundo passa por isso, eu sei. Mas tudo seria tão mais fácil (teoricamente) se eu tivesse um dinheiro a mais só pra mim.
O pior é que sempre que eu digo "Tá bom. Não quero mais nada!" aparece vinte mil coisas novas pra eu querer.

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Calça jeans - R$ 150 (em média, é isso que se gasta numa calça jeans boa. Tô nem botando marca...)
Livro "Querido John" - R$ 29,90
Armação Marc Jacobs - R$ 700 (esse definitivamente (ou não) é a minha mãe que vai comprar e dividir em um milhão de vezes)
Camisetas básicas - R$ 20 (cada)
Adidas Star Wars (Princess Leia) - R$ 299,90
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Pronto. Me dando isso eu já fico satisfeita por agora. Vou brincar de arranjar um emprego!


sábado, 17 de abril de 2010

Proibido




Eu me lembro do seu rosto, cada sorriso a mais
E me lembro do seu gosto, que já não satisfaz o meu corpo
Eu queria por um dia, assim como as maçãs ser fruto proibido
Sinto o vento das manhãs, ele quem leva e traz o esquecido

Eu sei que tudo terminou
Mas eu não sei dizer o que mudou em mim
Talvez eu queira continuar
Fingir ou não vai dar, tentar reescrever o fim

Não posso aguentar a dor
O que me consome é o tempo que eu não tenho mais
Não quero mais viver de amor
Eu ouço bem mais que o silêncio da falta que faz
E a vida vai mostrar que o meu coração vive em paz

Se eu me calo um instante só pra lembrar sua voz
Quantas voltas que o mundo dá em torno de nós num segundo?
Conto os passos inconstantes como quem quer chegar à algum lugar perdido
Sem saber onde vai dar
Faz tudo começar a não fazer sentido



[paula laurentino - 2009]

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Trânsito em Natal



Resolvi fazer uma espécie de 'vlog' dentro do blog pra complementar e tornar mais dinâmica a maneira de falar as coisas aqui. Achei que seria mais divertido fazer dessa forma, até porque ás vezes eu tenho um monte de coisa pra falar e fico morrendo de preguiça de escrever. Acredito que ainda terão muitos posts como esse (pelo menos assim espero).

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Como eu falei: é demais! Vamos lá, fale a verdade, não dá pra contar quantas vezes a gente já ultrapassou alguém vindo muito devagar e percebeu que era uma pessoa de idade dirigindo.
Não é preconceito tá, gente? Não é. Tem muito velhinho hoje em dia que é super disposto, faz coisa que muito marmanjo de 20 nem sonha. Mas vamos admitir que as coisas vão diminuindo quando a gente fica mais velho. A atenção diminui, os sentidos diminuem, o reflexo diminui. Não que a pessoa seja (ou fique) menos capaz. Mas é que há certas coisas que se tornam limitadas, como por exemplo dirigir. E geral não se toca.
Dirigir em Natal tá um caso sério. Inclusive, hoje no RN TV passou uma matéria sobre isso. A quantidade de automóveis aumentou consideravelmente, e não temos mais tanto espaço para circular. As ruas são pessimamente sinalizadas, existem muitos cruzamentos perigosos sem semáforo, e ruas principais cheias de buraco. Isso prejudica muito o fluxo dos veículos.
Os engarrafamentos se tornam cada vez mais constantes e as pessoas parecem dirigir cada vez pior.
Os motoristas não dão seta quando deveriam, e saem ultrapassando tudo e todos sem qualquer tipo de aviso. Também não é legal avançar o sinal vermelho num horário de grande movimento.

Voltando à questão "idosos no trânsito", eu acho sim que há um risco. E veja bem, um risco não só para os outros como também para ele. Deveria existir tipo uma aposentadoria. Poxa, completou, sei lá, 80 anos, PÁRA de dirigir. Quando você perceber que não tem mais condições pra fazer isso, pra quê expor os outros a situações de risco quando se pode evitar?

Eu sou uma motorista cuidadosa. Bom, pelo menos eu me considero bastante cuidadosa. Minha carteira não é permanente ainda, e na primeira vez que eu saí no carro sozinha um poste bateu em mim (todo mundo já conhece essa história). Mas isso é coisa de quem está ganhando experiência. Coisa de quem acabou de tirar a carteira e tá dando a cara a tapa pra aprender. O danado é que tem gente que tá nessa de experiência faz infinitos anos. E continuam encontrando postes na hora de dar ré.

É sério, não sejam lesmas.

Quer dizer, levando pra teoria animal selvagem: somos todos lagartas no início, quando nossos pais não deixam a gente pegar no carro muito tempo. Depois de um tempo criamos asas e viramos borboletas. Voando lindamente pelos campos floridos de Natal (-NOT). Tem gente que é uma mutação de lebre com visão noturna e sistema de radar parecido com o dos morcegos. E existe gente que é lesma para sempre.

domingo, 11 de abril de 2010

O bolo mais lindo da história dos bolos!


Eu deveria estar fazendo um fichamento de um livro sobre semiótica, eu deveria estar estudando, ou sei lá, fazendo alguma coisa das milhões de coisas que eu tenho que fazer. Eu estou perdendo a reunião da minha equipe do Encontrão, mas hoje eu estou feliz. Sabem porquê?

CONSEGUI FAZER O MEU RAINBOW CAKE!
(Palmas, muitas palmas, pessoal!)

Fiz a disposição das cores do jeito certo, e voilá! O bolo mais lindo da história dos bolos foi feito! Fiz o glacê, coloquei umas bolinhas coloridinhas em cima e pronto! Tá a coisa mais linda das coisas lindas que eu já comi. E o gosto? Aah, o gosto! Coisa divina.







Esse foi um mini-post só pra compartilhar a minha felicidade. O bolo ficou fininho assim porque a fôrma era grande pra a quantidade de massa, mas mesmo assim, a massa tá super fofinha e deliciosa. Da próxima vez eu faço dois, e coloco um recheio no meio, e vai ficar mais lindo ainda.

Quem gosta de cozinhar, ou só fingir que sabe (como eu), ou enfim, qualquer coisa, eu super mega ultra recomendo o site Omnomicon!

É só isso.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

TPM contra-ataca!

Ela está de volta! Manifestando-se na velocidade da luz! Feroz e sagaz, irônica e impaciente, elétrica e violenta: Tensão Pré-Menstrual.



O trânsito resolveu ficar mais lento hoje. A Bernardo Vieira resolveu que não ia ter retornos que eu pudesse fazer. Os ônibus, piores que nunca, decidiram ter mais direito sobre os demais veículos, especialmente o meu. Os pedestres esqueceram o estrago que um carro com mais de 1 tonelada é capaz de fazer se estiver a mais de 60 km/h.
Odeio lesmas no trânsito. Odeio essas lesmas lentas e inúteis que ficam dirigindo com o ponteiro marcando 20. Me dá vontade de colar na sua bunda, buzinar até você ficar surdo, e sair do meio.

Sinal vermelho é pra parar, se a porcaria do sinal está verde PASSE! Qual foi a auto-escola que você frequentou?
Dá pra sentir a violência nas minhas palavras? É ela. Culpa dela.

Meu Deus! Preciso de um chocolate. Mas eu vou engordar. Não venha me dizer que eu estou magra, que eu não estou. Ou talvez até esteja, mas hoje eu não vou acreditar nisso. Porque NÃO É VOCÊ que está com os peitos inchados e se sentindo toda inchada porque seu corpo resolveu reter líquidos antes de você começar a sangrar. NÃO É VOCÊ, ENTÃO NÃO SE META!

Quero chorar, gente. Hoje eu quis chorar porque um homem jogou papel no chão, da janela do carro dele. Quis gritar com ele e mandar ele tomar vocês sabem aonde! Porque ele estava poluindo o planeta e etc.
O pior de tudo é que eu sei, eu tenho noção do meu exagero. Mas não tenho como controlar. Não consigo. Faz parte da época.

Não me tirem a paciência, tá? Me deixem bem feliz, porque eu tô me sentindo uma bomba atômica prestes a explodir. E não é nem um pouco legal.

Feliz Segunda-Feira.

domingo, 4 de abril de 2010

Um chocolate, dois chocolates, tr...

Hoje eu gostaria de parabenizar quem quer que seja que tenha inventado o chocolate. Dizem que foram os Astecas, que tomavam alguma coisa com sementes de cacau e pimenta, ou sei lá o quê, mas há controvérsias. Enfim, alguém, há muito tempo atrás, teve essa brilhante ideia.
A única coisa que substituiu minha vontade intermitente de comer chocolate foi um remédio chamado Fluxene. Não que eu precise de remédios pra não comer chocolate, mas é que quando tá perto da minha TPM (que é perigosíssima, por sinal) eu tomo um remédio que controla a ansiedade. E a minha vontade de comer chocolate (que aparecia feroz nessas épocas) é controlada.
O que acontece, e minha mãe vive brigando comigo por isso, é que eu esqueço de anotar quando é a hora de começar a tomar o remédio. E a danada da vontade veio em plena páscoa. O que não é nada bom, já que chocolate tem muitas calorias e enfim, eu não estou me dando ao luxo de ingerir tantas calorias.
Mas aí, né? Esses 3 últimos dias eu deixei passar. Comi McDonald's pra comemorar a ressurreição (...), comprei 3 trufas e uma barra de Hershey's. Vontade reprimida é o que há de pior na face da terra. Digo isso em todos os sentidos.
Eu ia ficar desejando aquele sanduíche, e as batatas fritas, e o chocolate que eu já comi e o que ainda vou comer. É melhor acabar com o sofrimento de vez, e danem-se as calorias!
Feliz Páscoa pra vocês!

terça-feira, 30 de março de 2010

"A Rapadura é doce...


...mas não é mole não!"

Estou de volta, minha gente! Cheguei de Fortaleza com, no mínimo, uma boa dose de experiência! Como todo mundo já deve saber, eu fui lá fazer minha audição no Ídolos. Ano passado eu me inscrevi, só que coloquei para fazer em São Paulo, e acabou que não tive como ir. Esse ano eu resolvi mexer os pauzinhos e fazer dar certo. E fui!
Vou contar as coisas que muita gente quer saber. Coisas que eu só fiquei sabendo quando cheguei lá!
Durante muito tempo, desde que o programa Ídolos começou a passar no SBT, eu critiquei. Perdi as contas de quantas vezes eu chamei de "programa bosta", "cópia sebosa do American Idol" e etc. Daí tudo mudou. Foram pra Record, ajeitaram o formato, e ficou uma coisa mais interessante, mais fiel e bem feita. Ganhou o meu respeito e eu comecei a assistir. Tinha MUITA gente boa ano passado. MESMO! Quem acompanhou viu cantores como Priscila Borges, Dani Morais, Hellen Liu e Saulo e Diego (finalistas). Eu achei o máximo, de verdade. Quem não viu, perdeu de ouvir talentos!
Então tá, resolvi me inscrever de novo. E ir! Afinal, eu não tinha nada a perder.

Dia 1:

Eu cheguei no ginásio Paulo Sarasate às 7h da manhã. A fila tava gigantesca, dando voltas no quarteirão! Isso já é de intimidar. Mas tudo bem, eu vi muita (muita!) bizarrice! Fui lá pro rabo da fila, fiz amizade com um pessoal que tava lá também, conversamos, e esperamos pacientemente (ou não) para que os portões abrissem e a gente pudesse entrar. Ao meio dia e meio a gente entrou no ginásio. 5 horas e meia na fila, tá bom pra você? No sol, calor, e abafado de Fortaleza.
Enquanto isso eu descobri que as audições não eram em um só dia. Que a coisa funcionava por eliminatórias ANTES de chegar aos jurados que aparecem na tv. Minha passagem de volta tava marcada pro Domingo ao meio-dia.

Eliminatórias:

Junto com aquele mundo de gente sentamos na arquibancada, preenchendo completamente 3 lotes de cadeiras de um lado do ginásio. A galera da produção começou a falar, e a gente esperou que Rodrigo Faro chegasse. Ao invés disso, Saulo Roston foi anunciado, e cantou duas músicas, e deu umas dicas pra gente! (Muito lindinho e simpático)
Daí o Rodrigo Faro chegou, e a gente gravou todas aquelas cenas que eles chamam de "cabeças" e os planos abertos, e tudo mais que a gente tinha que fazer. Gritar "Ídolos 2010" um milhão de vezes e balançar as mãozinhas esbanjando felicidade, quando tudo que a gente (ou pelo menos eu) tinha na cabeça era: 'puta merda, que fome! tô cansada. será que vai demorar? como vai ser isso?'
No meio da quadra tinham umas cabaninhas numeradas. Em cada uma tinham 2 ou 3 jurados (da produção do programa) que iam te avaliar.
Mais um milhão de horas na fila, chegou minha vez. A mulher perguntou o que eu ia cantar e eu falei: "À Francesa, de Marina Lima". Ela sorriu e disse "Vai lá!". Eu cantei só um pedacinho da música e ela disse "Tá ótimo. Abaixa aqui pra eu te dizer um negócio!" e nisso eu GELEI, né? "Você passou!" ela disse. Me deu um alívio instantâneo, e eu saí da cabaninha feliz da vida (dei até um gritinho, hihi) com um papel azul e uma pulseira verde.
Fui chegar em casa quase às 19h.

Dia 2:

Agora eu já sabia como era o esquema. Sabia que ia ter fila. Cheguei lá no ginásio na mesma hora do dia anterior (eu não tinha como chegar antes), e de qualquer maneira, a gente recebeu um número. Então não ia importar muito a hora que eu chegasse na fila. Aquela mesma demora pra entrar.
O segundo dia, disseram, era menos massante. Mais rápido, mais sério. Foi mais sério, de fato. Mas menos massante? Que nada! Muito mais massante! Demora infeliz, e a tensão só ia se construindo mais e mais... e mais, e MAIS!
Diego foi lá e cantou pra gente! Também deu umas dicas e desejou boa sorte!
Eu tava tentando ficar tranquila, a gente brincava com o pessoal, ensaiava as músicas e tudo, mas ninguém faz ideia de como é tenso!
Não tinha o que comer (a não ser que eu quisesse aquelas comidas de rua, que né? Eu não como aquilo!) então a gente tinha que se aguentar na base da água mesmo!
Depois de muito tempo chegou a minha vez. Um pouco antes de eu entrar, meu amigo foi reprovado na tenda ao lado da minha. Quando eu vi que ele não tinha passado, me deu um nervosismo imediato e eu comecei a me tremer! Entrei super nervosa, o cara pediu meu documento e eu entreguei com as mãos tremendo até! Me senti com parkinson! Mas, enfim, cantei! "Final Feliz" de Jorge Vercilo, "Garganta" de Ana Carolina e "Meu Erro" de Paralamas. Só trechos. Daí o cara falou que eu passei e me deu um papel rosa, que dizia pra eu ir para o hotel naquele mesmo horário.
Depois a gente ainda ficou um tempo lá, porque tinha que fazer uma entrevista rápida. Perguntando nome, idade, o que faz da vida, qual o seu diferencial, coisas do tipo.
Mais uma vez saí de lá umas 19h.

Dia 3 - Hotel:

Já falei em fila? Ah, legal. Mais fila! Mas essa foi rápida. A gente entrou no hotel, recebeu uma plaquinha pra colar na blusa (aquela que tem o número) e esperou. Esperou, esperou mais, e mais, e um pouco mais... Quando a gente se cansou de esperar, aí bateu a fome. E mais fome, e mais fome. Bebi água o dia inteiro, fiz xixi um bilhão de vezes! Por incrível que pareça a tensão estava menor. O povo estava aparentando estar mais feliz, mais animado. E eu me diverti muito cantando e bagunçando com o povo enquanto a gente esperava ser chamado.
Meu grupo foi chamado, e a gente desceu, colou a plaquinha e foi lá.
Os 3 diretores do programa estavam numa sala, igual a sala que os jurados ficam na audição que a gente vê na tv. Eu vi muita gente sair feliz com um papel verde na mão, e muita gente sair chorando sem ele.
Eu entrei, tensa, nervosa, tentando parecer confiante (#fail).

"Olá"
"Oi, vai cantar o que pra gente?"
"Lanterna dos Afogados, na versão da Cássia Eller"
"Então vai lá..."

*canta*

"Pode fazer outra?"

*canta*

*espera*

"Então... você é muito boa, tem uma voz bonita, é afinada, mas infelizmente hoje a gente vai ter que dizer não!"

--- Dentro de mim uma voz gritou "QUÊ?????" ---

"Sério? Mas, o que foi de ruim?"

"Não, não foi ruim. Só não foi ainda o que a gente procura. Você tem experiência?"

"Não, tive banda ano passado, mas foi por pouco tempo. Hoje não tô trabalhando com banda, nem sozinha. Tô procurando!"

"Faça isso. Ganhe um pouco mais de experiência e volte próximo ano! Mais confiança em você! Tá?"

"Tudo bem, valeu."

*sai*

--- Vou confessar que eu queria passar pela porta e não falar com ninguém, sentar e chorar. Mas eu me controlo, eu sou uma pessoa centrada! ---

"COMO ASSIM VOCÊ NÃO PASSOU? EITA CACETE!"

"É, gente. Não passei, boa sorte aí pra vocês!"

"NÃO, P*&@&¨%$! Não acredito! Não sei o que eles querem..."

"Ai, acontece, é assim mesmo! Próximo ano eu tô aqui! :)"

E eu saí pra ligar pra minha mãe. Cortaram minha pulseira verde, pegaram meu papel com o número, e eu saí do salão. Liguei pra minha mãe, e pedi um café bem forte.
Depois fui comer, que eu tava com tanta fome que nem forças pra me chatear eu tinha!

Eu fiquei lá, esperando irem me buscar, e de repente passa Fernanda, a diretora do programa (que me disse 'não'). Quando ela tava indo embora, passou e deu meia volta, puxou uma cadeira e sentou pra falar comigo.

"Não fica triste. Não fica assim..."

"É, eu sei. Mas é que é difícil, né?"

"Você é nova, tem muito talento! Só não tem experiência ainda, e isso vale ser trabalhado. Não desiste, e volta próximo ano, se é isso que você quer mesmo!"

"É. Vou voltar, pode deixar! Vou voltar!"

"Voltei pra te dizer isso. Até mais!"

"Brigada, hein? Até"

E aí eu abri os olhos pra a oportunidade de experiência que eu tinha acabado de ter com isso tudo. Foi como se eu tivesse chegado nua, e saído vestida. Próximo ano eu completo um guarda-roupas!
Quem vê de fora acha que é fácil, que tem muita palhaçada (com o povo ruim que vai até os jurados), mas isso faz parte, gente! Tem que passar gente ruim, e tem que reprovar gente boa. Do mesmo jeito que tem que aprovar gente boa! Só assim funciona e vai pra frente!
Agora eu já sei como é, posso me preparar melhor!
Se eu fiquei triste? Fiquei, né?! Mas fiquei muito mais feliz com o que eu ganhei, e digo isso com a maior verdade nas minhas palavras.
Tá escrito!