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sábado, 17 de abril de 2010

Proibido




Eu me lembro do seu rosto, cada sorriso a mais
E me lembro do seu gosto, que já não satisfaz o meu corpo
Eu queria por um dia, assim como as maçãs ser fruto proibido
Sinto o vento das manhãs, ele quem leva e traz o esquecido

Eu sei que tudo terminou
Mas eu não sei dizer o que mudou em mim
Talvez eu queira continuar
Fingir ou não vai dar, tentar reescrever o fim

Não posso aguentar a dor
O que me consome é o tempo que eu não tenho mais
Não quero mais viver de amor
Eu ouço bem mais que o silêncio da falta que faz
E a vida vai mostrar que o meu coração vive em paz

Se eu me calo um instante só pra lembrar sua voz
Quantas voltas que o mundo dá em torno de nós num segundo?
Conto os passos inconstantes como quem quer chegar à algum lugar perdido
Sem saber onde vai dar
Faz tudo começar a não fazer sentido



[paula laurentino - 2009]