Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Livros, PC Siqueira e uma parte vergonhosa da minha infância

Eu sinto um prazer imenso em receber e-mails promocionais de lojas que eu gosto. Mesmo que eu não tenha dinheiro para comprar os produtos anunciados. Eu sempre recebo e-mails com promoções da Siciliano.com ou Submarino.com ou Americanas.com ou as empresas aéreas e agências de turismo (e suas promoções relâmpago que muito me agradam e pouco me beneficiam, visto que a) eu não estou disponível para viajar ou b) as saídas sempre são de São Paulo).
Há alguns dias eu recebi um e-mail da Submarino.com e acabei comprando a coleção dos livros do Mochileiro das Galáxias. Agora, um outro e-mail (menos de um mês depois, eu acho) vem anunciando outros livros do meu interesse por uma pechincha. Não tenho pra onde correr, não consigo evitar. Acabei comprando a coleção de Eragon. 3 livros por R$40 reais (incluindo frete, que foi meio salgado, mas ainda assim valia a compra!).
Desse jeito eu acabo ficando sem dinheiro pra outras coisas, tipo comer. É, comer. Porque é tudo que se faz nas férias. Todas as saídas com os amigos se resumem à pizza, sanduíche, sushi ou aquela cervejinha gelada que tanto engorda. Já tentei colocar na cabeça que época de férias é feita pra engordar mesmo. Daí 5 minutos depois eu fico culpada por ter 'exagerado' e penso em como compensar isso, e suo a camisa na academia. E desse jeito vou equilibrando do jeito que eu posso. Não me julguem, sou assim.


-
Estava vendo um vídeo do maravilhoso PC Siqueira e morri de rir. Gosto muito do cara porque ele é engraçado de um jeito normal, e simplesmente diz o que pensa do jeito que quer. As pessoas que são paunocu criaturas estranhas e ficam comparando e procurando defeitos, ou resolvem "endeusar" uma pessoa bacana e fazer tudo parecer uma batalha de War Youtubica (Felipe Neto vs. PC Siqueira vs. todos os outros vloggers mundiais/brasileiros/intergaláticos).
Falando em Felipe Neto, eu também gosto dele, mas às vezes eu sinto como se ele tivesse brigando comigo. Ele é muito enérgico nas palavras, às vezes eu acho que ele quer me bater. Mas enfim, nada pessoal.

www.youtube.com/felipeneto

www.youtube.com/maspoxavida (PC Siqueira).


-

1997. É O Tchan e Terra Samba estão no auge. E o que eu fazia? Dançava. Por causa de um tweet de @biancandrade, eu me lembrei daquela época. Eu tinha os cds originais de É O Tchan e o de Terra Samba, e era muito feliz com isso. Eu só não tenho mais vergonha de admitir a verdade sobre essa época pelo simples fato de que todas as outras pessoas que tinham a mesma idade que eu naqueles anos também gostavam do mesmo que eu. Podia ser pior. Podia ser só eu, sozinha, curtindo o som pejorativo que subliminava mensagens sexuais às pobres criancinhas. Enfim, lembrei. E doeu meu coração. Ainda bem que eu saí dessa vida, Senhor. Obrigada pela dádiva do bom senso.



quinta-feira, 17 de junho de 2010

A vida, o universo, e tudo mais


Quem acha que os meus sonhos são loucos e bizarros certamente nunca ouviu falar da série do Guia do Mochileiro das Galáxias.
Resolvi começar a ler os livros de Douglas Adams esses dias (comprei a coleção com os 5 livros por apenas R$50 no Submarino.com).
Ontem terminei "O Restaurante no Fim do Universo", mas vou dar uma pausa antes de começar o seguinte porque quero ler "Querido John", e já adiei demais.

O "Guia" narra as aventuras de Arthur Dent, um terráqueo, através das galáxias. Ele vai para o espaço de carona com Ford Prefect, um ser de um planeta chamado Betelgeuse. Ford veio para a Terra mochilando, na intenção de ficar 2 semanas. Acabou ficando por 15 anos, por falta de carona de volta.
A casa de Arthur está prestes a ser demolida para dar lugar a um desvio na estrada. Ford vai urgentemente falar com Arthur, e numa conversa num bar, ele revela ser de outro planeta e diz mais: A Terra deixará de existir em uma questão de minutos.
Uma frota de naves de Zogons veio para demolir a Terra, para dar lugar a um desvio hiperespacial. Arthur e Ford pegam carona em uma dessas naves, e daí a história segue.

Os dois livros que eu li até agora ("O Guia do Mochileiro das Galáxias" e "O Restaurante no Fim do Universo") são muito bons. A história é super bem humorada, e retrata problemas sociais nossos (meros terráqueos) com um eufemismo intergaláctico.
É muito viajante, se você não curte ficção ou é alguém muito mente fechada, nem pense em ler. É um livro divertido e faz pensar, mas, ao meu ver, as pessoas que são muito céticas se divertem menos. Vão estar sempre pensando "Que ridículo, isso não existe!", ao invés de absorver a história sem pensar nesses detalhes sobre realidade.

Na foto: Marvin, o Andróide Paranóide. Ou melhor, um robô altamente depressivo. "Vida? Não me fale de vida". "Como estou? Deprimido. Não que vocês se importem. Vocês nunca se importam".

Recomendo.

domingo, 24 de maio de 2009

Entre páginas


Ontem, ao terminar o livro que estava lendo há algumas semanas, senti um vazio. Desejei que ainda restassem algumas páginas a serem lidas, alguns capítulos a mais. Qualquer coisa que me prendesse à ele por mais tempo. 'O Caçador de Almas' de Alex Kava é realmente muito bom. Esse vazio 'pós-término' literário é algo que me acontece com uma certa frequência. A leitura se torna parte da rotina, como se o convívio com os personagens fosse real. Sim, laços inquestionáveis se formam. É tanto que, ao começar um outro livro, é notável um certo estranhamento inicial. A história é nova, os personagens são outros. Você entra em um universo completamente diferente, que em breve torna-se familiar.
Hoje, ao entrar na livraria, fui direto ao ponto. Peguei dois livros que muito me interessavam e me dirigi ao caixa. Semana passada, fiz a mesma coisa. Entrei na livraria, me deparei com uma infinidade de livros interessantes (ou não), mas ao invés de escolher um ou dois como fiz desta vez, simplesmente fiquei vagando de estante à estante, completamente perdida. Os livros que estavam lá semana passada eram os mesmos que estavam lá hoje. E ainda assim, hoje eu não tive maiores complicações na hora de achar o que queria. Acontece que, dias atrás eu não sabia o que procurar, exatamente. Não sabia bem o que queria, o que ia satisfazer meu gosto. Comprei "O Outro" de Bernhard Schlink, mesmo autor de "O Leitor" (estou esperando ansiosa para que o filme chegue logo às locadoras) e "Fração de Segundo" de Alex Kava, autora de "O Caçador de Almas". Gostei muito do estilo dos dois. O modo com que Schlink escreve faz com que você imagine exatamente as formas do que ele quer descrever. As ruas, o clima, as conversas. E, pelo que pude perceber a partir de "O Leitor", ele deixa os mais íntimos pensamentos com ar de públicos (acredito que só lendo pra conseguir perceber o que eu estou tentando dizer). Já Kava escreve com uma naturalidade impecável. A leitura é fácil, você se envolve mais rapidamente. Ah, eu sei que não estou aos pés de qualquer crítica literária, e acredito que minha palavra pouco importe à vocês, mas é só uma opinião. Aqui estão as capas dos livros mencionados (para futura referência):