quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

It's truly a magical place

Finalmente notícias. Desculpa se tinha gente meio desesperada querendo saber o que eu ando fazendo, é só que eu estava sem computador, e sem tempo de postar qualquer coisa por aqui.
Tanta coisa já passou que eu não sei nem por onde começar. Minha ida foi tranquila, tirando as mil horas que tivemos que esperar no aeroporto do Rio, enquanto o caos rolava solto do lado de fora. Cheguei tranquila em Orlando, ainda que bem cansada. Essas viagens longas e sem muito conforto pra dormir são um saco pra descansar, mas graças a Deus o avião da Delta é muito bom, e eu fui vendo filme, tudo certo.
A primeira semana foi praticamente toda usada pra assinar papéis, assistir umas palestras de orientação e regras, assinar mais papéis, conhecer os parques e coisas do tipo.
Eu moro num apartamento com 7 meninas. Uma de Natal, 5 do Rio e uma de Belo Horizonte. Todas muito gente boa. Fiquei feliz que nós nos demos bem, porque tem muita gente sofrendo com roomates péssimas.
Depois nós começamos a ter nossos respectivos treinamentos. Minha função é Quick Service Food and Beverage nos stands east. Pra quem já veio aqui, vai fazer mais sentido se eu disser que é na Tomorrowland. Pra quem não veio, põe no Google e vê que é a parte do Magic Kingdom onde tem a Space Mountain, o brinquedo do Stitch e do Buzz.
Sendo stands, eu não fico em restaurantes, e não tenho que lidar com batata frita e hamburguer. Fico revezando entre o Gravity's (sorvetes), L-Pad (hot dog e pretzel) e o Cool Ship (pretzel e corndog). Na maioria das vezes fico no caixa, mas posso ficar montando os cachorros quentes e os sorvetes. Acreditem: colocar o sorvete na casquinha é mais complicado do que parece.
Fiquei impressionada com a quantidade de comida que é jogada no lixo todo dia. Baldes e baldes de comida são jogados fora porque a comida não estava mais na temperatura ideal. Durante o meu treinamento nós jogamos fora dois baldes cheios de sorvete, porque estávamos treinando pra fazer os cones, sundaes, etc. O esquema era: fazer, ver se ficou bom, jogar fora. A não ser que tivesse ficado realmente muito bom. Nesse caso, nós fazíamos um "magical moment" e dávamos pra um guest legal.
O pessoal com quem eu trabalho é bem legal. Sempre tem gente nova, e sempre é gente de um monte de lugar diferente. Tem uma co-worker Chinesa tentando me ensinar chinês. Esses dias eu tava cantando a primeira parte de "Twinkle, Twinkle, Little Star" em chinês. Beijos, hahaha.
Então, como passou muito tempo já, eu não sei nada específico pra falar. E se eu for catar acontecimentos vai ficar uma coisa enorme e cansativa e ninguém tem saco de ler. Como agora eu já tô com meu notebook aqui, posso postar com frequência, e assim vocês não perdem nada.
Ah, minhas fotos estão no Facebook. Vou colocar pouquíssimas no Orkut, provavelmente. Até agora não tive saco pra fazer isso por lá.
Bom, é isso. Não se preocupem comigo, eu estou adorando. Espero que as coisas permaneçam desse jeito, só mudem pra melhor.
Beijos pra vocês :*

domingo, 14 de novembro de 2010

Um sentimento que não sei qual

Hoje eu acordei um pouco melhor do que estava quando fui dormir ontem, e isso é grande coisa considerando todos os fatos.
Não sei se foi só a decepção que me fez sentir tão assim, sem chão. Eu estou tentando não pensar, não planejar, pelo simples motivo de não saber o que fazer. Não posso ignorar e fingir que tudo está bem, porque não está e isso é uma coisa que eu não consigo fazer. Esse lance de fingir, quero dizer.
Acho que no momento tá rolando um mix de decepção, com nojo, raiva e um pouco de pena. Ontem eu coloquei boa parte disso pra fora, e agradeço quem teve a paciência de me ouvir.
Agora o foco é a contagem regressiva para a minha viagem: 12 dias. Mal posso esperar, de verdade. CAINIMIM, MICKEY! :)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Refletindo na madrugada

Imagine que acabamos de sofrer um acidente aéreo, e estamos numa ilha deserta só você e eu. Estamos lá nós dois morrendo de fome, mas não tem comida. Eu saio para caminhar e encontro um biscoito cream cracker me dando mole no meio do percurso. Eu sei que você está morrendo de fome, e também sei que um biscoito cream cracker sozinho não vai matar a minha, e então, já que não faz diferença mesmo, eu poderia comer sozinha, né? Pois é. Mas aí é que está. Eu sou o tipo de pessoa que divide. Vou quebrar o bicho no meio e te dar metade. Essa sou eu.
Quem me conhece bem sabe o quanto eu sou uma pessoa boa. Eu vou te ouvir se você estiver mal, te aconselhar e te botar pra cima se você precisar de mim. Muitas vezes eu posso até colocar os seus problemas acima dos meus, ainda que a minha situação seja pior que a sua.
Sou aquela pessoa que gosta de ajudar outras, e que pensa "Ai, tadinha, não fala mal dela" se alguém está metendo o pau em quem não conhece tão bem.
Eu juro como às vezes eu queria ser bem filha da puta, sabe? Saber que a coisa tá errada e fazer mesmo assim só porque eu sei que eu posso. Só às vezes. Mas eu não consigo. Porque eu fico pensando no bem-estar de todo mundo.
Só que aí é que tá: e quando EU vou pensar NAS MINHAS necessidades? No que é melhor pra mim? Mesmo que isso seja ruim pro outro. Quando a situação é boa pra mim, ruim pra você, eu vou deixar de fazer o que me traria prazer só pra não te trazer prejuízos. Isso fica num impasse tão grande na minha mente.
Numa mão o pensamento: "mas eu só me fodo sempre, só porque eu sou boazinha"
Enquanto isso na outra: "mas você faz certo, não pode ser que nem os que fazem errado"
O anjo e o demônio dentro da minha cabeça, e nenhum dos dois me ajuda.

sábado, 6 de novembro de 2010

Festival Universitário da Canção 2010



Ontem foi o FUC 2010, e eu estava lá cantando. Depois de um sacrifício pra conseguir uma banda pra tocar comigo lá, no fim das contas deu tudo certo. Adorei tocar com os meninos e gostaria muito que isso acontecesse novamente, porque curti muito a vibe da gente.
Ensaiamos só dois dias, foi uma coisa bem corrida, mas eu achei o resultado final bem legal mesmo. Gostaria de agradecer a presença de todos que foram lá prestigiar não só a mim como todas as outras músicas. Foi muito divertido mesmo.
Em 2008 eu participei de um Festival também, com a música "Ilusão". Não era o mesmo, era o da Assembléia Legislativa, mas funciona do mesmo jeito. Devo admitir que esse ano foi muito mais divertido, mais maduro. Não sei se é porque eu me sinto melhor com a música da vez ("O Que Tiver de Ser"), ou se é apenas porque o tempo passou, e eu mudei, e mais um monte de coisa mudou. Enfim, o que quer que seja, foi bom assim.
Agradeço o apoio de Yasmim pelas dicas e vídeo.

www.yasmusic.blogspot.com

Saca aí como foi:


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Melancias de halloween

Passou o halloween e eu não fiz post nenhum porque eu estava esperando as fotos. Quer dizer, em partes foi por preguiça também. Eu adoro o halloween, é tipo uma das minhas épocas preferidas. Monstros, terror, fantasias gosmentas e bizarrice, tudo ótimo! Esse ano eu resolvi que ia fazer abóboras. Cortar abóboras com olhinhos e bocas pra fazer Jack'O Lantern, sabem né? Pois é. Liguei pra uns amigos que toparam e nós fomos comprar as danadas das abóboras (ou como a gente chama aqui: jerimum). Acontece que não tinha do jeito que a gente queria no supermercado, a quitanda tava fechada, e nós fomos parar na feira, mas também não tinha. Resolvemos comprar melancias. Muito mais nordestino e tal. Eu acho que todo mundo deveria enfiar a mão numa melancia só pra sentir como é lá dentro. É uma sensação muito gostosa, sério. Experimentem um dia!



(@arturmedeiros, @paulalaurentino, @_limitless)




(experimenta! experimenta!)


Infelizmente eu acho que a gente não tem imagens delas prontas. Mas ficaram lindas! Se eu descobrir que essas fotos existem, edito o post e fica tudo certo!
Ah, e farei um post sobre Pipa quando eu receber minhas fotos altamente incríveis do surf.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

FUC 2010 e meu primeiro trabalho ("remunerado") com jingles

Nem comentei por aqui que ia inscrever uma música no Festival Universitário da Canção (FUC) desse ano (comentei?), mas foi isso que aconteceu. E a música "O Que Tiver de Ser" foi selecionada entre as 15 para concorrer. A apresentação será dia 5 de Novembro, às 18h, na Praça Cívica da UFRN. Quero ver todos por lá, ok? Segurando faixas e buquês de flores, com um negócio desses de pendurar no pescoço escrito: "MISS FUC 2010" e vários balões coloridos. Ok, chega.
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Ontem eu estava tocando violão com uma galera da faculdade, lá no setor II, quando me aparece o vendedor de bolo de banana (vulgo Marcelo Camelo) e diz: "Se você fizer uma música pro meu bolo, te dou um inteiramente grátis!". Nós rimos, ele saiu, e eu arranhei alguns acordes, e coloquei uma letra que era mais ou menos assim:

"Bolo mágico de banana, bom pra mim que não tenho grana"

O cara voltou lá, ouviu a música, adorou, e me deu um bolo. Daí ele falou: "Se você me der a cifra, eu te dou outro!" Eu escrevi a cifra pra ele, e ganhei outro bolo. Emoção demais!
Acabou que eu comi um, e esqueci o outro na sala de aula. Nem voltei pra buscar, e soube que Lucas comeu. Okay, então. Vou abrir um negócio de Jingles e ficar famosa entre os vendedores 'clandestinos' do setor II.

sábado, 23 de outubro de 2010

Zumbi e muitos copos d'água

Não sei porquê parei de atualizar o blog com frequência. Quer dizer, na verdade até sei. Eu esqueço. Daí quando surge alguma coisa bacana pra falar vem um monte de coisas, e eu fico sem saber o que colocar no título do post etc, e acaba que não falo nada com nada, que é o que provavelmente vai acontecer agora.
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Agora já está tudo certo para a minha viagem. Dia 27 de Novembro eu estarei embarcando rumo à Orlando, bem feliz e satisfeita. Fui à Recife essa semana para tirar meu visto. Meu voo estava marcado para às 3h40 da manhã, e como sempre, eu não dormi antes de viajar. Não consigo dormir quando o voo é de madrugada. Então, sabendo que não ia dormir, fui pro bar. Tipo assim, tudo a ver. Ok. Voltei meio em cima da hora, tentei cochilar e não consegui, deu a minha hora e eu peguei o beco.
Cheguei em Recife e descobri que minha amiga que ia comigo tinha perdido o voo, e fiquei lá no aeroporto sozinha, com sono, desejando que as horas passassem super rápido pra eu poder fazer o que eu tinha que fazer e ir embora. Mas, quanto mais eu desejava, mais as horas demoravam a passar, óbvio. Tentei dormir e não consegui. Tomei café duas vezes antes das 7h da manhã, e tudo certo. Depois que o sol apareceu e ficou queimando as minhas costas por causa do teto do aeroporto que era aberto ou sei lá, ficou mais fácil permanecer acordada.
Fui ao consulado, paguei R$43 no táxi, fiquei puta.
Fiz a entrevista com o americano gatinho que me chamou de redneck* porque eu fui pro Texas, e ok, tudo certo. Óbvio que eu não paguei R$43 novamente no táxi, e fui de ônibus, pagando R$2,20. Sou esperta.
Cheguei em Natal às 4h30 da tarde, cochilei durante 1h e 'acordei' pra ir pra faculdade. Juro a vocês que nunca senti tanto sono na minha vida. Meu corpo tava dormente, e eu tava falando uma merda danada. Ao invés de voltar pra casa depois da aula, eu fui pro bar de novo, pra ouvir um som bacana (@CASANOVA_Ecobar, pra fazer a propaganda) e tomar uma coca gelada (juro que nesse dia eu não bebi, só pra constar). Finalmente, cheguei em casa sei lá que horas, e fui dormir, hibernar, tirar o atraso. A pessoa que inventou o sono é muito esperta. Só perde pra pessoa que inventou a comida. Sério.

E então ontem, Sexta-Feira, er... eu fui pro mesmo canto de novo. Daí a coisa foi melhorando e nós resolvemos ir pra outro lugar pra dançar e tudo mais. E eu vacilei demais, porque bebi e tava dirigindo, e enfim. Isso não se faz, gente. Cheguei em casa embreagada e mainha brigou comigo, me deu uma lição de moral, e coisa e tal. Fui dormir sei lá como, nem que horas.
Acordei com meu irmão me dando um copo de suco de goiaba muito doce, dizendo que mainha tinha ligado mandando ele me dar, porque eu tava com hipoglicemia. Me assustei e perguntei que horas eram. 9h30, ele me disse. Eu tinha que estar no hotel Pirâmide para o Fórum de Mídias Digitais às 8h. Levantei correndo, tomei um banho e um gole de café às pressas e corri pra lá. Não perdi muita coisa, ainda bem. E o Fórum foi massa. Teve umas partes muito chatas mesmo, mas o Antonio Tabet (do Kibe Loco) é muito engraçado, e falou umas coisas bem interessantes. Valeu demais.

Acho que é isso. Isso deve estar gigante, nem sei. Vai assim mesmo. Beijos e queijos, e vamos ver qual é a boa desse sábado.


*Caipira

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Meu primeiro amor


Há alguns minutos eu estava vendo uns clipes de Sandy e Júnior no Youtube (não me julguem), relembrando o passado, e cheguei à uma música que me lembrou um fato em especial, que me fez querer escrever um pouco sobre tal.

Meu primeiro namorado. Há pouco eu comentei via Twitter que as pessoas no Formspring tem a mania linda de me perguntar se eu estou namorando. Todas as vezes a minha resposta é a mesma: Não.
Falei (também via Twitter) que as únicas vezes que eu namorei foram no ano de 2002, com um amigo, e depois no ano de 2006, com outro amigo, mas era relacionamento à distância, e nós terminamos o namoro em menos de um dia.

E acabou que eu esqueci do principal namorico: no ano de 1999, com o meu primeiro paquerinha.

O nome dele era Renato, e a gente fazia Semi-Internato juntos. Eu gostava dele, e sabe como é menino de 8 anos. Ele implicava comigo mais que tudo. Só sinais de que me amava também.
Eis que um belo dia na cantina do colégio, ele me deu um selinho. Me roubou um beijo e saiu correndo. A princípio eu fiquei sem reação, mas depois saí correndo atrás dele gritando: "PEGA ESSE MENINO, PEGA, ELE ME BEIJOU!" Não deu em nada.
No outro dia, ele me mandou um bilhetinho, e nosso diálogo foi o seguinte:

Ele: "Eu gosto de você" Eu: "Eu também" Ele: "Quer ser minha namorada?" Eu: "Quero"



Mas uma amiga minha também gostava dele. E brigou comigo por eu estar namorando com ele, e ela não. Então, lá foi ela pedir pra namorar com o menino também. Depois de muito custo, ele disse sim, deixando claro que gostava só de mim.
Dividimos o menino durante algum tempo, mas o namoro era só pegando na mão, bem inocente. Até que chegou o dia que o negócio ficou mais sério. Renato me mandou um bilhetinho escrito: "Paula, quero um beijo na boca". Eu fiquei muito feliz, né? Eu tinha 8 anos, na época, e ia dar o meu primeiro beijinho no meu namorado.
No dia seguinte, ele me beijou. Não foi um beijo elaborado, óbvio, éramos crianças. Foi tipo assim um selinho tosco, mas foi.

E o que aconteceu em seguida foi que eu saí correndo pelo Semi-Internato, arrodeando o prédio, gritando essa música:







Ridículo, né? Justificável, porque eu era uma menininha de 8 anos, apaixonada, hahah.
Depois o namoro terminou, não me lembro o motivo. Eu acabei com Renato, e ele acabou com a minha amiga. E nós duas, juntas no parquinho, cantávamos "Sozinho" de Caetano Veloso para afogar as mágoas.






domingo, 3 de outubro de 2010

Outono, muriçocas e eleições

Eu adoro o Outono. Na verdade, eu adoro todas as estações do ano. Tudo bem que aqui em Natal é tudo a mesma coisa, e enfim, dá nem pra curtir as coisas separadas. Quando é verão, as folhas caem, chove, faz calor, as flores nascem, também. Tudo de uma vez.
A gente só sabe que mudou quando a Riachuelo troca os cartazes da coleção.
Mas, enfim, quando eu estava em Midland e em Chickasha, tive a oportunidade de ver tudo laranja, as casas enfeitadas com abóboras por causa do halloween, o friozinho gostoso. Você já sai na rua com vontade de tomar um chocolate quente. É mágico.
Mudei o background em homenagem ao mês lindo que é Outubro, na esperança de que ele passe rápido. Novembro precisa chegar logo, cara. Dia 27, mais especificamente. Orlando me espera.


(Chickasha - OK, USA)

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De uns dias pra cá, uma população de muriçocas tomou conta da minha casa. Elas estão por todo lugar. Na sala, na cozinha, no meu quarto. E elas não se cansam de mim. Eu estou aqui bem parecida com o meu look 2ª série, em 1999, quando eu tive catapora e perdi o passeio à Caern. Tô cheia de picadas. E elas simplesmente não se cansam do meu doce sangue.
Fiz mainha comprar aqueles SBP que enfia na tomada, mas sei lá, cara, acho que elas são meio mutantes. Porque não resolveu muita coisa não.
Eu não tenho muita prática em matar muriçocas. Então na maioria das vezes o que acontece é que eu me auto-esbofeteio na esperança de acertar alguma. É, é bem isso.

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A boa do final de semana? Tiririca foi eleito. Dizem que foi o deputado mais votado na história e etc. Quer dizer, né? O brasileiro jogou a merda no ventilador só pra ver o circo pegar fogo. Tipo, de propósito. O que é isso, meu povo?
Eu não entendo de política, portanto não vou nem entrar nesse assunto com detalhes, já que tudo que eu disser vai parecer superficial e insuficiente. Mas eu reconheço uma cagada quando vejo uma.
No mais, eu votei em Marina, e agora, sinceramente, não sei em quem votar nesse segundo turno. Dilma ou Serra, qual o menos pior? Vou analisar, e votar no que prometer mais amor e carinho. Estou carente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sem custódia

Setembro foi um mês difícil para os relacionamentos. Alguns amigos foram e voltaram com seus namoros, e o final feliz não predominou na maioria dos casos.
Eu me sinto meio perdida, como cego em tiroteio. De que lado eu devo ficar, quem eu devo ouvir, pra quem eu devo correr? Amigos que namoram amigos, esse é o meu problema. No final das contas, algum dos lados solta o argumento: "Mas você era minha amiga antes, tem que me apoiar", ou "Você conhece fulano, sabe como ele é. A culpa não é minha". E eu fico cercada por caminhos, sem saber que direção seguir.
Depois de anos na posição de 'ombro-amigo-pós-relacionamento' eu aprendi que não posso, e nem devo, tomar partido. Cada coisa é uma coisa, e eu não tenho nada a ver com isso. Caso contrário, eu sofro por ambas as partes. E isso me faz sentir como uma criança cujo os pais estão em plena negociação de divórcio. Fico com a mãe, ou fico com o pai? Seria engraçado, se não fosse trágico.
Eu só gostaria de entender o que foi que deu com esse mês. Se fosse um ou dois rompimentos, tudo bem. Mas tipo, cinco namoros acabaram à minha volta. Deus cortou a verba do santo, certeza.
Eu só gostaria de dizer que estou aqui. Pra conversar, pra aconselhar, pra sei lá o quê, não importa. Só saibam que eu estou aqui. (abraço coletivo)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Decidi que vou ser rica

Há várias maneiras de se tornar milionária do dia para noite. Eu particularmente acho que esse campo é mais amplo para nós, mulheres. Imagine que tudo está indo de mal a pior. Então, um dia você acorda e esbarra num jogador de futebol. Pronto. Case e seja rica. Não digo nem 'case e seja feliz', porque a sua felicidade não vai depender do casamento, ao contrário do seu dinheiro.

Não me olhem torto, é que eu apenas abri os olhos para as possibilidades.

Brincadeiras à parte, todo mundo quer ser rico. Todo mundo diz que vai ganhar na Mega Sena, mas ninguém nunca realmente joga.
Enriquecer é uma dieta de Segunda-Feira. Todo mundo diz que vai começar a fazer, e no final das contas, na 52ª você jura a mesma coisa como resolução de ano novo, e então... tudo recomeça.
O que eu quero dizer é que não há dinheiro se não houver esforço, portanto eu vou me esforçar.
O que geralmente acontece é o seguinte:

Entrevista de emprego:

- Entrevistador:
"Então, você já tem experiência com vendas?"

- Eu (ou entrevistado qualquer, na mesma situação que eu):
"Não exatamente. Mas eu sou uma pessoa super disposta a aprender e..."

- Entrevistador:
"Okay. Obrigado por vir. Qualquer coisa a gente te liga".

E nunca mais você ouve falar dessa pessoa.

Incrível, não? Claro! As pessoas não contratam pessoas sem experiência! Tá todo mundo pouco se lixando se você está disposto a aprender, ou que você tem fluência em alguma língua e fez intercâmbio para algum país. Ou que você já organizou tantos eventos escolares, adora mídias sociais e escreve que é uma beleza. NÃO! Eles querem que você já tenha vendido alguma coisa, e nessa contagem não vale dizer que você vendia suco de acerola a R$0,50 na calçada da casa da sua melhor amiga. Então a menos que você já tenha vendido um milhão de camisetas e empilhado mil caixotes, eles não vão te querer. É um absurdo, mas é a realidade. Eu já fui a algumas entrevistas de emprego onde o pré-requisito era experiência. Fiquei com muita vontade de mandar o entrevistador enfiar a experiência no cu. Juro.

Como eu vou arranjar um emprego se as pessoas não estão dispostas a me contratar com a (falta de) experiência que eu tenho?
Enfim, sabe o lance da Disney? Eu passei. Fico feliz que finalmente alguém reconheceu o meu esforço, e a minha vontade, e me aceitou em algum lugar. Não importa o que eu vá fazer (até porque eu nem sei ainda, estou esperando a STB me ligar) o importante é que eu vou fazer. E vou ganhar dinheiro. E esse dinheiro vai ser dólar. Ponto final.

Voltando ao mundo real do real, não preciso dizer que esse mês estou bem fodida.
Hm... se você é jogador de futebol e está lendo isso, me liga, seu lindo.


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Onda


Ah, o feriado... Fui surfar por 4 dias seguidos. O primeiro dia, no sábado, foi uma grande merda, devo dizer. O sol estava lindo (pelo menos estava por essas bandas), mas foi só eu colocar o pé na areia e os ventos começaram a soprar mais fortes, e as nuvens fecharam o céu, e o cinza tomou conta de tudo. Passei menos de 20 minutos dentro d'água e voltei. Já tive algumas experiências de quase afogamento, então posso afirmar que pressinto quanto uma está por vir.

Nos outros dias tudo estava bem melhor com o tempo do meu lado. Mas, vou admitir que eu não gosto dessas ondas de Ponta Negra. Tem dias que é uma atrás da outra, ondas pequenas e que quebram em cima da areia. Daquelas que quando você se safa de uma, vem vindo outra bem atrás e te dá exatos 0.01 segundos para respirar entre uma coisa e outra. No final, você fica com areia em todos os lugares do seu corpo e sem fôlego.
É difícil achar meninas que surfem. Acho que conheço umas 4, no máximo. É muito estranho quando eu vou pra praia, e fico rodeada de homens surfistas parafinados, que por muitas vezes me olham como se eu fosse um pedaço de carne. E se aproveitam da minha situação de 'minoria' para puxar assunto. Sabe o famoso: "Você vem sempre aqui?". Então, desse jeito. "Não, não venho com frequência", eu respondo. "Ah, sabia. Se você viesse sempre eu iria notar, com certeza!" (insira aqui um emoticon joinha). Já ouvi muita coisa, muita 'dica'. Algumas bem válidas, devo dizer. Outras só pretexto para tentar entrar no meu bikini. Me sinto bem desconfortável às vezes, mas tudo bem.
Então, meninas, deixo aqui o meu apelo: aproveitem as ondas. Me façam companhia, sério mesmo. Tirando os afogamentos, arranhões, e pranchadas na cabeça, a gente acaba se acostumando e gostando pra caramba.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Últimas atualizações

Só para deixar registrado aqui os dois últimos vídeos que eu fiz. Um é um vídeo resposta ao canal cincovlogueiros, e o outro é um cover de Lanterna dos Afogados.




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Vou gravar o vídeo das perguntas do Formspring para o Kinder Video Sessions.
Até mais ver.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O dia que (quase) não teve fim

Ontem eu fui à Fortaleza para fazer a segunda entrevista que faz parte do processo seletivo para participar do Intenational College Program, que é aquele programa que eu falei que ia para trabalhar na Disney. O meu voo foi às 01:50h da manhã, chegando lá às 03:00h da manhã. Um horário muito inconveniente, tendo em vista que a gente teria que estar lá no local da entrevista bem cedo, para pegar fichas com um horário bom. Isso significa que não iríamos ter tempo algum para descansar.
Ainda no táxi, ligamos para a responsável pela pousada.

"Oi, eu tô levando um pessoal praí, quero saber o endereço certinho", disse o taxista.
"Pessoal de Natal? Que pessoal de Natal?", disse a mulher, e nós pensamos "COMO ASSIM?". Ou a mulher estava se fazendo de doida, ou a gente tinha levado um calote, ou sei lá, algo ruim do tipo.

De qualquer maneira, ela explicou o endereço e nós chegamos lá no horário. Foi então que descobrimos que houve um mal entendido com a reserva, e o quarto da gente estava reservado para o mês de Setembro, e não Agosto, como nós pensávamos. E aí? E aí que a pousada só tinha 3 quartos, e todos estavam lotados. Não íamos poder ficar lá, e precisávamos de um ponto de apoio, ou teríamos que andar Fortaleza inteira carregando malas e bolsas, e como era o caso das meninas, fazer todo o percurso de salto. O que não é nada legal para quem (como eu) não é acostumada à isso.
Conseguimos ficar umas 3h na pousada antes de sair para a entrevista, o que foi muito bom, porque a gente pôde tomar banho e se preparar.
Tinha um McDonald's perto do local da entrevista, mas eu tinha acabado de ver no site deles que não ofereciam serviço de café da manhã. Então nós fomos tomar café num Pão de Açúcar que tinha lá perto também. Péssimo define a qualidade da comida de lá. Não tinha café, os pães eram sem graça e os sanduíches naturais estavam fora da validade. Eu olhei pra tudo e nada me agradou, mas como eu precisava comer, optei pelo sanduíche natural vencido, porque afinal de contas, havia se passado só um dia, e eu confiei na melhor das hipóteses, que era a de que eu não iria passar mal depois de comê-lo.
Não passei mal, não se preocupem.

O sono estava tão grande que durante a palestra eu cochilei. Muito! Sabe quando você dorme e não percebe que está dormindo até que a sua cabeça cai e você acorda no susto? Pronto, imagine acontecendo e multiplique por 600, e foi mais ou menos a quantidade de vezes que isso aconteceu comigo e com o pessoal.
Pegamos a ficha das 16h e ainda tivemos tempo de comer (fomos ao McDonald's e eu descobri que lá estava sim tendo café da manhã. Fiquei puta pela informação errada no site, e ainda pedi um café e um McMuffin às 10h da manhã) e voltar para a pousada (outra, que conseguimos depois) descansar os pés.
A minha entrevista foi bem bacana, tranquila, não teve mistério. Estava um pouco nervosa no começo, meio ansiosa, mas isso faz parte, né? Depois me soltei mais, e o carinha que estava em dupla comigo também fez uma boa entrevista. Annie, a recruiter, foi bem simpática, e se Deus quiser vai dar tudo certo.

Com medo de não dar tempo de se entrevistada no mesmo dia da palestra, não comprei a passagem de volta. Voltar de avião em cima da hora ia sair muito caro, então optei por voltar de ônibus. Novamente fui atacada pela onda da informação errada: minha mãe havia ligado para o terminal de atendimento da viação Nordeste e eles haviam dito que tinha um ônibus que saía de lá em direção à Natal à meia-noite. Eu e um colega (que também fez a entrevista) chegamos lá com uma hora de antecedência (ou seja, às 23h) e descobrimos que o horário que eu fiquei sabendo estava errado e o ônibus já estava saindo. Corremos e graças a Deus ainda conseguimos entrar no ônibus. Se isso não tivesse acontecido, nós teríamos que ir à algum motel barato lá perto e esperar até às 5h da manhã pelo próximo ônibus.
Acabei tendo que sentar lá no finzão do ônibus, próximo ao banheiro. Ou seja, fiquei sentindo cheiro de mijo durante a viagem inteira. Eu também estava morrendo de sede, mas tive que aguentar até quase às 3h da manhã, que foi quando paramos num lugar que vendia coisas. Eu estava morta de cansada, e graças a Deus consegui cochilar alguma coisa até chegar em Natal. Mas, mesmo assim, quando cheguei em casa de manhã, deitei na cama e dormi até a hora de ir pra a faculdade.
A sensação foi de um dia que quase não teve fim, aquela coisa super demorada, onde os minutos se arrastam, com preguiça de passar.
Agora vou esperar umas duas semanas até sair o resultado, espero que dê tudo certo pra todo mundo que fez, mesmo que eu tenha que catar cocô de elefante no Animal Kingdom.
Keep the magic, y'all.

domingo, 22 de agosto de 2010

Não corra!

"Não corra", ele me disse olhando nos meus olhos. Estava a poucos metros de mim, com uma mão para trás e a outra segurando o guidão da bicicleta. Olhei para ele e meus pés agiram mais rápido do que a minha capacidade de raciocinar.
Ele falou "NÃO CORRA", e eu corri. Não olhei pra trás, não questionei, só reagi assim.
Passei voando por duas amigas que (mais atentas do que eu) já andavam rápido na minha frente, tentando escapar. Isso resultou numa reação em cadeia, e nós três corremos com toda a força de nossas pernas trêmulas.
A porta não abria, nós sacudíamos e gritávamos: "ABRE A PORTA, ABRE A PORTA!" pro porteiro. Entramos ainda correndo, e sentamos no sofá do hall de entrada do meu prédio, tremendo da cabeça aos pés, com os pensamentos fora de lugar.

E assim foi o primeiro quase-assalto que eu sofri. Bem em frente à minha casa.
Fiquei pensando "E se... o cara tivesse uma arma? Se ele tivesse atirado teria sido em mim, eu estava atrás, bem mais perto dele!", mas daí eu penso: "Mas ele estava de bicicleta, não ia nem ter como fugir. Ia ser pego, ia ser preso, não ia valer a pena". Enfim, não vou entrar no mérito das suposições. O acontecimento por si só já é ruim o suficiente.
Só digo uma coisa: a partir de agora (ou de ontem) eu vou tentar ser uma pessoa mais atenta, e menos cabeça de vento.




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Um post muito bom que conta mais detalhadamente o que aconteceu:

www.chansonsdemavie.blogspot.com

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Top Chef e as sacolas plásticas de supermercado

Hoje, depois da faculdade, eu resolvi ir ao supermercado e comprar algumas coisas que minha mãe não comprou semana passada. As minhas maçãs-verdes e ameixas, por exemplo. Daí resolvi comprar quinoa, porque tinha visto numa revista uma receita de sopa e fiquei com vontade de fazer. Mas no fim das contas, quando eu cheguei em casa resolvi fazer outra coisa. Não sabia bem o que era, só cortei as coisas e fui fazendo. Acabei inventando uma receita super gostosa usando a quinoa e um hambúrguer de soja triturado. Bom, na verdade o hambúrguer não era triturado, mas é que ele sempre se espatifa, e mesmo quando é feito na intenção de ser apenas um hambúrguer sai uma coisa meio 'papa' frita. Enfim, fiz o negócio. O resultado é esse aí da foto acima. Me lembrou muito do episódio de Top Chef Masters que os chefs tiveram que fazer uns pratos vegetarianos para a Zooey Deschanel. Te digo uma coisa: isso aí teria feito sucesso (uma forma mais elaborada disso, óbvio).
Vale salientar que durante o processo que envolve cortar o aipo, eu ia perdendo os dedos. Entrei no clima culinário e fui tentar cortar rapidamente, que nem os grandes chefs fazem. Só esqueci do pequeno detalhe que é o fato de eu não ser uma grande chef.

Enquanto eu estava no caixa, e a moça embalava as minhas compras, atentei para um detalhe: ela estava economizando sacolas plásticas. Achei isso bem legal e inteligente da parte dela. Primeiro porque eu tenho essa coisa de economizar sacolas. Enfio tudo que der numa só, e assim vai. Não suporto aquelas embaladoras que colocam cada produto em uma sacola. Alô, meio ambiente? Tudo bem que o plástico agora é bio-degradável, mas ainda assim. Give nature a break! Nesse dia (da mulher que colocava cada coisa em uma sacola), eu fiz o grande ato de desfazer essa merda, e no final da história salvei a metade das pobres sacolas, que puderam ser utilizadas por outro cliente, que com sorte eram tão conscientes quanto eu.
Então, fica a super dica: na hora de ir ao supermercado, veja quantos itens você é capaz de colocar numa só sacola. Quanto mais, melhor. Isso ajuda à natureza, agiliza o trabalho de embalar as compras, e ainda te poupa de ter aquele monte de sacola sem utilidade na sua casa. Pensem nisso!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Apanhando sonhos

Minha fascinação por sonhos não é novidade. Acho intrigante o que a mente é capaz de fazer, e a maneira com que os meus sonhos me transportam para outra incrível realidade. Nunca entendi o motivo da minha facilidade para lembrar o que me acontece toda noite. Na maioria das vezes, eu acordo com aquele pensamento vivo ecoando na minha cabeça, que me fazem pensar: "Nossa, isso não foi real?".
Assisti ao filme "A Origem", e fiquei absolutamente encantada com o desenvolvimento e a ideia do filme. Muita gente diz "Nossa, que coisa absurda!", e de fato é. Só que a maioria dessas pessoas assiste ao filme e simplesmente vai embora da sala de cinema do jeito que entrou. Eu não. Eu fiquei pensando, questionando todas as possibilidades, lembrando coisas que já aconteceram comigo. Como por exemplo, o 'sonho dentro do outro sonho'. Quando você acorda, mas ainda está dormindo. E só vai se dar conta disso na "segunda" vez que acordar. Ou quem são as pessoas que eu não conheço? Sério, quem são? Podem ser pessoas compartilhando do mesmo sonho, e podem ser apenas projeções da minha mente, para simular um ambiente real. Elas aparecem perfeitamente normais, e definitivamente não são pessoas que eu conheço. Talvez seja alguém que eu vi na rua um dia, mas quando você olha rapidamente para alguém, é difícil guardar feições tão bem. Mesmo que inconscientemente. Bom, eu acho.
Nos meus sonhos, eu já encontrei 'o amor da minha vida' algumas vezes. Gente que eu não conhecia. Então, será que em algum lugar do mundo, esse alguém acorda e pensa "Nossa, quem era aquela?", se referindo à mim? Não é uma ideia tão absurda assim. Você não sabe, você não controla o seu subconsciente.
Espero um dia entender melhor essa coisa toda. Enquanto isso, eu vou me divertindo com os meus absurdos.

www.outlouddreamer.tumblr.com

domingo, 15 de agosto de 2010

Kinder Video Sessions #3: Tatuagens

Finalmente! Ontem eu fui à Tattoo Brasil e fiz a minha tattoo. É uma flor de lótus, e ficou a coisa mais linda. Achei que fosse doer bem mais, porque o lugar é bem delicado (vocês vão ver aí no vídeo, é no finzinho da barriga, tipo quadril, sei lá...), mas não foi tão ruim. Claro, se eu disser que não doeu eu vou estar mentindo. Mas dava pra suportar totalmente de boa (quer dizer, fazendo umas caretas e xingando abafado, hahah, principalmente quando o tatuador começou a pintar).




- No vídeo não dá pra identificar muito bem o que eu estou falando (e nem importa, na verdade...), mas vou decifrar pra vocês:
Eu falo que vou chupar um pirulito durante a sessão pra poder me distrair do processo todo de agulhas.
E já bem no final eu falo que está um pouco 'menos razoável', porque foi nessa hora que começou a doer. -

Explicações sobre o porquê de uma flor de lótus:

(resposta tirada do meu Formspring)

"A flor de lótus simboliza uma expansão espiritual. Pra mim, significa crescimento diante às adversidades. O lótus é uma planta aquática, e assim, suas raízes estão na lama. A flor, que é linda, representa a superação.
Existe toda uma metáfora e simbolismo budista em tudo isso.
Acho massa e me identifico, por isso a tatuagem. :)
"


Eu fiquei muitíssimo satisfeita com o resultado. Achei linda, amei, e espero logo que passe essa fase de cicatrização (que a pele fica dolorida). Uma mulher que estava lá na Tattoo Brasil quando eu terminei de fazer pediu pra ver, e disse: "Ah, esse local é ótimo. Porque quem vê o começo fica doido pra ver até o fim. Sexo!"
Quer dizer, né? S-E-X-O! Eu ri, mas não é que a mulher tem razão? Tem uma música do Brad Paisley que ele diz assim: "I wanna see the other side of your butterfly tattoo..." Lembrei dela na hora, haha.
Eu tenho outra tattoo (pra quem não sabe) no tornozelo, um pouco abaixo da panturrilha. Uma clave de sol, por motivos... erh.. óbvios. Eu e a música, a música e eu.
E tenho mais algumas ideias para desenhos futuros.
Acho tão engraçado quem diz: "Ah, eu adoro tatuagem, mas não faria, porque vou enjoar do desenho!" Cara, e da sua pele, você enjoa? Tipo, ela tá lá, igual ao resto do seu corpo. Plano, liso, monocromático (quer dizer... tem uma galera que exibe umas colorações meio degradê, excesso (ou falta) de praia). E o desenho vai lá pra quebrar essa "rotina". Sei lá, sabe...
Eu adoro, ainda vou fazer várias, se possível.

Eu sei que AINDA rola preconceito por causa disso. Mas tatuagem não muda caráter de ninguém. Nem piercing. Nem cor. Nem sexualidade. Enquanto as pessoas ainda tiverem "medo" do preconceito, ele sempre vai estar lá. A nossa geração tem que se impor, mudar isso. É isso que eu me imagino fazendo.
Po, tem gente que diz morrer de nojo de tatuagem e tá lá, no ócio, desenhando o braço com caneta Bic (nada contra, eu já fiz muito isso. Desenhar no braço, quero dizer...).


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fim de férias e mês da desintoxicação

Férias são... que nem chocolate. Ás vezes você quer muito, MUITO. Daí come, come bem feliz. Durante os primeiros pedaços você se sente no paraíso, e não se aguenta de tanta emoção. Depois de alguns outros pedaços você começa a enjoar, e comer só pra terminar. No final, você já tá com dor de barriga. Veja se isso não soa como férias? Quando começa você tá no céu, e depois, quando o tempo vai passando se torna algo cansativo e você não vê a hora de voltar às aulas.
Agora tudo vai voltar ao normal, e daqui há um mês (ok, talvez um pouco mais...) já vamos querer férias de novo. Ah, posso fazer inveja? Não tenho aula nas Sextas. Sim, eu sou um ser humano feliz que vai ter três dias de fim de semana, obrigada.
Durante todo o tempo de férias eu tentei me controlar pra não cair na besteira de comer o mundo inteiro. O ócio faz a gente comer mais do que o necessário, mais porcarias, e pra falar a verdade, a gente não deveria ligar. É bom pra sair da rotina, então não se sinta culpado se na mesma semana comer duas vezes no McDonald's.
Eu fiz isso. Emendou com a época de TPM e com a minha doença e lascou tudo! Agora eu vou correr atrás do prejuízo, e começar o mês da desintoxicação. Aquele em que eu não tomo refrigerante, nem como coisas gordurosas, e outras frescuras que eu costumo fazer. Muita, muita paciência nessa hora (se bem que terça foi aniversário da minha mãe e eu já quebrei as regras, mas ok, agora estou firme e forte).

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tweet da felicidade e o lado bom da lei do silêncio

Hoje eu resolvi fazer um e-mail novo para gerenciar as coisas mais importantes. Acabei caindo na besteira de importar as outras duas contas para ele e de repente me vi com mais de 4.000 mensagens na caixa de entrada. Fiquei até confusa, sem saber por onde começar, e movida pelo impulso eu comecei a apagar todas, o que foi uma grande burrice, porque elas apagaram-se também nas caixas de entrada originais. Isso me deixou com e-mails do ano de 2006, e eu fiquei curiosa e abri alguns.
Ah, 2006, um belo ano. Foi um ano engraçado, divertido, onde eu joguei minhas responsabilidades pro ar e experimentei uma prova final de química precisando de 7 pontos para passar. Um quase-gosto de reprovação. Foi tenso.
Época também de American Idol, e claro, da linda e maravilhosa Katharine McPhee, por quem eu tenho imensa admiração, como vocês bem devem saber.
No meio dos e-mails eu achei uns relacionados à essa época, quando eu e o pessoal da comunidade dela lá no Orkut organizávamos as votações, e mandamos presentes, essas coisas. Fiquei rindo sozinha aqui de certas coisas, e acabei achando um e-mail que a mãe dela (Peisha McPhee) me respondeu, e eu nem lembrava disso. Uma fofa, dizendo que a Kat tinha amado os chinelos com a bandeirinha do Brasil que a gente tinha mandado.
Bom, então eu fui pega pela emoção e sem nenhuma pretensão eu mandei um tweet, um único e singelo tweet para a Kat dizendo:


Eis então que eu me surpreendo com um:



Meu coração parou, eu fiquei TÃO feliz. Vocês podem pensar que é uma grande besteira e dar uma de Felipe Neto pra cima de mim e gritar no meu ouvido: "ELA NÃO TE AMA!", mas eu não estou nem aí pro que você vai falar pra mim, por vários motivos.
Ela é uma artista, e eu sou a fã. Não é como se eu estivesse achando que sou a melhor amiga dela e que nós vamos fazer compras juntas quando eu for pra Los Angeles (se bem que nós poderíamos, se ela quisesse... hahaha)!
Fiquei bem feliz que ela me respondeu, e agora que ela está 'amorenando' de vez eu a amo ainda mais. Fim de papo and God bless Twitter.

-
Alguns dias atrás eu fiz um post falando sobre a lei do silêncio e como ela às vezes é um saco (leia aqui). Só que hoje aconteceu um pouco diferente. O lado bom disso se fez valer.
Eu moro no primeiro andar de um prédio de doze andares. O salão de festas fica bem abaixo do quarto da minha avó, e qualquer som vindo da piscina ecoa na minha sala. Isso não incomoda se for num dia comum, uma manhã comum, mas vai além da minha paciência quando já passa das 2 horas da manhã e você já ligou para o porteiro e para o síndico e eles não resolvem nada.
Então, a gente resolveu chamar a polícia. Simples assim. Depois de inúmeras tentativas civilizadas de pedir para que abaixassem o volume do som, a alternativa mais eficaz foi apelar para o cumprimento da lei. E agora eles estão caladinhos lá em baixo (bom, pelo menos por enquanto).

Certamente esta será uma noite feliz.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Preciso de muitos dinheiros

Quão rápido os dias podem passar se a gente realmente desejar que eles passem? Alguém uma vez me disse - ok, talvez alguma vez eu mesma tenha me dito - que os dias passam rápido quando nós os preenchemos com coisas proveitosas. Por isso que, para alguns, as férias duram uma eternidade. Passatempo de férias é comer, dormir, e ver TV como se não houvesse amanhã. Claro, sem contar com as horas de internet que a gente gasta olhando bobagens.
Como eu já disse uns posts atrás, consegui um 'bico' e estou dando aulas preparatórias a uma menina que vai fazer intercâmbio. Coisa simples. Tudo muito bem, até eu ser surpreendida pelo monstro da pneumonia (ou algo parecido) e ter que faltar esses últimos dias. Mal consigo dormir de tanto tossir, e estou literalmente dopada de remédios.
Enfim, nada disso importa agora, porque eu descobri que vai ter show de Snow Patrol em São Paulo em Outubro e eu não vou poder ir. É, eu não vou poder ir. Não tenho dinheiro e já estou gastando com as viagens que antecedem a viagem à Disney, no final do ano.
Estou vendendo meu fígado, quem quer?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

So Small

What you got if you ain't got love?
The kind that you just wanna give away.
It's okay to open up
Go ahead and let the light shine through


Essa é - com toda a certeza do universo - a música mais especial pra mim. Não só porque ela é cantada (e co-escrita) pela Carrie Underwood (que é minha cantora preferida), mas também porque ela me traz uma paz de espírito infinita.


I know It's hard on a rainy day
You wanna shut the world out
And just be left alone
But don't run out on your faith


Se o dia tá difícil, basta que eu escute essas palavras, uma vez que seja, e de repente tudo melhora. Tudo fica menos difícil, e o que parece insolucionável se transforma apenas num desafio que eu sei que posso lidar. É incrível o poder terapêutico que essa música exerce sobre mim.


'Cause sometimes that mountain you've been climbing
Is just a grain of sand
What you've been out there searching for forever
Is in your hands
When you figure out that love is all that matters after all
It sure makes everything else seem so small


Você percebe que aquele problema que parecia ser gigante não é nada. Você vê que tá fazendo tempestade em copo d'água e tudo que você precisa você já tem. Porque afinal de contas, é o amor que importa, e se você tiver isso todo o resto é resto.

It's so easy to get lost inside
A problem that seems so big at the time
It's like a river that is so wide
It swallows you whole


E ás vezes a gente se afoga numa dificuldade como se ela fosse grande coisa. O negócio é não deixar que aquilo te atrapalhe. Evitar se perder no problema.


While you're sitting 'round thinking 'bout what you can't change
And worrying about all the wrong things
Time's flying by
Moving so fast
You'd better make it count
'Cause you can't get it back



Na maioria das vezes a gente só se preocupa com as coisas que não podemos mudar. E sim, nos preocupamos com todas as coisas erradas. E enquanto isso o tempo passa, tão rápido que você nem percebe. Um dia você tá no Reveillón, no outro já estamos em Agosto. E o que você fez? Faça valer, porque tempo nenhum a gente tem de volta.


(essa não é uma tradução da música, ok? Caso alguém esteja pensando que foi isso que eu quis fazer. São apenas comentários em cada parte, só pra constar)


São as palavras que me guiam num dia ruim, e me alegram ainda mais num dia bom. Achei legal dividir.

Para ver/ouvir:








sábado, 31 de julho de 2010

A história dos fulanos ABC

Isso aconteceu com um amigo de um amigo meu, qualquer semelhança é mera coincidência. Mesmo.

Eram três fulanos: A, B e C. Nenhum deles se conhecia. Podem ter se esbarrado uma vez ou outra ao longo dos anos, mas até então não eram íntimos. Um belo dia, aconteceu de fulano C se encantar com fulano A de uma forma inesperada. Fulano B era muito amigo de fulano A.
Passou-se o tempo e fulano B conheceu fulano C, e tornaram-se amigos. Agora, fulano C e fulano A tiveram chance de se aproximar, devido ao fulano B. Mais tempo passou, e nada aconteceu. O passatempo do tempo era passar.
Fulano A brigou com B e tornou-se indiferente à C, mas isso não fez diferença alguma.
Apesar de tudo, fulano B e C continuaram suas vidas, conversando vez ou outra.
Eis que chega fulano Y e diz que fulano A e B faziam coisas às costas de fulano C. Fulano C sabia que isso podia ser verdade, mas já havia desmentido essa história tempos antes de fulano Y chegar.
Fulano C não se importou com o que fulano Y disse, mas também não acreditou plenamente nas palavras de fulano B.
E assim ficou.

Pouca coisa

Época de fim de férias é tão nostálgico, né? Você tenta fazer tudo que não fez em uma semana, não consegue e alega que foi por falta de tempo. Quando na verdade você teve mais de um mês pra se preparar e fazer tudo.
Bom, se eu tivesse dinheiro, nessas férias eu teria ido à São Paulo. Sim, de novo. Como eu não tenho dinheiro pra tais despesas de viagem, fiquei por aqui mesmo. O lado bom é que eu consegui um 'bico' e tô dando as aulas preparatórias para uma menina que vai fazer intercâmbio. Vou conseguir uma graninha e a coisa nem é puxada, então tá ótimo.
Daqui há umas duas semanas (quando eu receber meu pagamento) vou fazer minha tattoo nova. Creio que vou gravar um vídeo pro Kinder Video Sessions, então vocês verão a magia acontecer.
Inclusive, eu estou com vontade de gravar um vídeo falando sobre as perguntas bizarras que aparecem no meu Formspring. Mas sempre bate uma preguiça e eu acabo esquecendo, então o lance vai ser o seguinte: quando eu completar 2.000 perguntas respondidas, eu faço o vídeo. Que tal? Não vai demorar (eu acho), já que está em 1960. Então, perguntem! Mas perguntem coisas legais, e não coisas bizarras e sem sentido, ok? Até porque eu só respondo se achar interessante. Tem gente que não sabe o limite, sinceramente.
É isso, estou doente e com preguiça, que são duas coisas que não combinam com final de semana.

Au revoir.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Le bon chemin


À sombra da árvore mágica eu me sento, abro o livro que escrevi e ouço as vozes das crianças. Talvez essa seja minha vida, e se você considerar que as crianças não são minhas, pode parecer tão real quanto a vida que você quer. Eu quero paz, quero tranquilidade, com uma pitada de agitação e movimento.
Quer dizer, pra ser bem sincera, eu não sei o que eu quero. E gosto disso. Gosto de saber que tenho o poder de mudar de ideia, de decidir seguir outros caminhos, pegar um atalho, ou um trecho mais longo. Acaso, destino, eu nem sei, nem vou saber. Estamos de passagem, e as minhas migalhas serão boas.

sábado, 17 de julho de 2010

Maldita seja a lei do silêncio (algumas vezes)

O mal de morar em condomínio é que sempre o vizinho filhodaputa chato fica reclamando se você passa um pouquinho do nível de barulho após as 22h. Mas o mesmo, quando a festa é dele, se faz de coitado. Se é ele que tá lá ouvindo forró do inferno e o pancadão de péssimo gosto feito um tiozão bêbado tudo bem. Mas se são alguns jovens descolados tocando e cantando músicas de boa qualidade, aí vira um problema. O interfone toca milhões de vezes com o porteiro avisando que é pra fazer silêncio. Absurdo, gente. Absurdo.

Dito isso, eu e Gabi (@gabibarros) fizemos um vídeo homenageando esse tipo de pessoa. Nós dizemos o que achamos e propomos uma solução para o problema, onde Gabi sugere pôr em prática suas futuras habilidades profissionais.





Famous quote:

"Eu era um pirata da cerveja" - Paula Laurentino.



quinta-feira, 15 de julho de 2010

Livros, PC Siqueira e uma parte vergonhosa da minha infância

Eu sinto um prazer imenso em receber e-mails promocionais de lojas que eu gosto. Mesmo que eu não tenha dinheiro para comprar os produtos anunciados. Eu sempre recebo e-mails com promoções da Siciliano.com ou Submarino.com ou Americanas.com ou as empresas aéreas e agências de turismo (e suas promoções relâmpago que muito me agradam e pouco me beneficiam, visto que a) eu não estou disponível para viajar ou b) as saídas sempre são de São Paulo).
Há alguns dias eu recebi um e-mail da Submarino.com e acabei comprando a coleção dos livros do Mochileiro das Galáxias. Agora, um outro e-mail (menos de um mês depois, eu acho) vem anunciando outros livros do meu interesse por uma pechincha. Não tenho pra onde correr, não consigo evitar. Acabei comprando a coleção de Eragon. 3 livros por R$40 reais (incluindo frete, que foi meio salgado, mas ainda assim valia a compra!).
Desse jeito eu acabo ficando sem dinheiro pra outras coisas, tipo comer. É, comer. Porque é tudo que se faz nas férias. Todas as saídas com os amigos se resumem à pizza, sanduíche, sushi ou aquela cervejinha gelada que tanto engorda. Já tentei colocar na cabeça que época de férias é feita pra engordar mesmo. Daí 5 minutos depois eu fico culpada por ter 'exagerado' e penso em como compensar isso, e suo a camisa na academia. E desse jeito vou equilibrando do jeito que eu posso. Não me julguem, sou assim.


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Estava vendo um vídeo do maravilhoso PC Siqueira e morri de rir. Gosto muito do cara porque ele é engraçado de um jeito normal, e simplesmente diz o que pensa do jeito que quer. As pessoas que são paunocu criaturas estranhas e ficam comparando e procurando defeitos, ou resolvem "endeusar" uma pessoa bacana e fazer tudo parecer uma batalha de War Youtubica (Felipe Neto vs. PC Siqueira vs. todos os outros vloggers mundiais/brasileiros/intergaláticos).
Falando em Felipe Neto, eu também gosto dele, mas às vezes eu sinto como se ele tivesse brigando comigo. Ele é muito enérgico nas palavras, às vezes eu acho que ele quer me bater. Mas enfim, nada pessoal.

www.youtube.com/felipeneto

www.youtube.com/maspoxavida (PC Siqueira).


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1997. É O Tchan e Terra Samba estão no auge. E o que eu fazia? Dançava. Por causa de um tweet de @biancandrade, eu me lembrei daquela época. Eu tinha os cds originais de É O Tchan e o de Terra Samba, e era muito feliz com isso. Eu só não tenho mais vergonha de admitir a verdade sobre essa época pelo simples fato de que todas as outras pessoas que tinham a mesma idade que eu naqueles anos também gostavam do mesmo que eu. Podia ser pior. Podia ser só eu, sozinha, curtindo o som pejorativo que subliminava mensagens sexuais às pobres criancinhas. Enfim, lembrei. E doeu meu coração. Ainda bem que eu saí dessa vida, Senhor. Obrigada pela dádiva do bom senso.



terça-feira, 13 de julho de 2010

Minha primeira vez

Eu estava nervosa. Achei que não fosse conseguir. Tive medo de desmaiar com o tamanho do negócio, ou sair correndo na hora que ele tentasse colocar. Mas eu queria muito ir até o fim. Queria muito fazer isso. Eu tenho 19 anos, oras! Já estava mais do que na hora.

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Hoje eu doei sangue.



Fui com dois amigos (@luacrescencio e @norrbe, respectivamente Me Absorva e Espetáculo Aberto) lá no Hemocentro, e enfim, doamos.

Eu sempre tive vontade, mas minha mãe ficava me enrolando com uma história de fazer exame, e levou tanto tempo que eu resolvi contrariá-la, e ir mesmo assim.

É super simples, você só precisa responder algumas perguntas e fazer um rápido check-up (verificar pressão e temperatura, e furar o seu dedo pra ver se você não está com anemia ou algo assim). Depois disso você vai na salinha e colhe o sangue. 450ml de sangue dentro daquele saquinho. A agulha é mesmo meio grande, mas só dói na hora. Depois você fica apertando a mão pra o sangue ir mais rápido pra o saquinho (eu cheguei a "brincar" de fazer isso, e meu sangue ultrapassou o limite de 67ml/m. Uma grande vitória em termos de 'corrida de sangue', ok?). Tudo correu bem... até o final. Comecei a me sentir meio tonta, e na hora de pegar meu lanche minha pressão foi lá pra baixo. Eu quase desmaiei, mas isso é normal. Faz parte da emoção de doar sangue pela primeira vez. Verificaram minha pressão mais umas duas vezes, e eu ganhei um suco extra.

Eu me senti feliz por ter feito isso. Muito feliz. Era algo que eu precisava fazer.

Alguém vai tirar benefício do meu sangue raro (AB-) e isso me torna alguma coisa entre super-heroína e anjo. Sem exageros.


Para doar basta ir lá. Ia ser ótimo se todo mundo fizesse o mesmo!

domingo, 4 de julho de 2010

Um domingo de ressaca

Meu corpo dói. Tem um corte no meu dedo que eu não faço ideia de como aconteceu. Minha cabeça está doendo desde a hora que eu acordei, às 7 e meia da manhã. Toda vez que eu bebo assim acordo cedo no dia seguinte. Não consigo dormir, por maior que o sono seja.

Abri os olhos e pensei "Meu Deus, o que diabos foi que eu fiz?". Alguns flashes aparecem rapidamente na minha cabeça, e eu me pergunto o que levou um sábado inocente a se tornar tão perigoso. O álcool faz isso com as pessoas.


Daí você chega em casa, num estado de embriaguez nota 10, ouve o seu irmão rindo da sua cara, e tromba com sua mãe que te zoa dizendo que vai te deixar de castigo. O que é que você faz? Entra no Twitter. E no MSN. Porque pessoas bêbadas acham que dormir é overrated. E sempre acham o conforto nos braços da internet, isso é fato.
A gente fala com quem não deve, e fala o que não deve. Verdade ou mentira, tudo que sai da boca de um bêbado é considerado tragicamente engraçado e relevante. Bom, pelo menos na maioria dos casos, eu acho. Pelo menos, se você foi uma das pessoas com quem eu falei ontem à noite, por favor releve. É sério. Releve.

Ah, as férias! Bom é saber que esse é apenas o começo.


domingo, 27 de junho de 2010

O futuro e um telefonema (ou como se embaralhar usando tempos verbais)

Lendo os livros de Douglas Adams, comecei a me questionar sobre certas ideias relacionadas ao tempo e ao espaço, e fico me perguntando como anda a Paula dos anos seguintes.

Eu sou a Paula de 2010, e nesse momento estou escrevendo no blog. Nesta mesma data, dos anos anteriores, eu estou fazendo alguma coisa que eu já fiz. E nesta mesma data dos anos seguintes eu estou fazendo alguma coisa que eu ainda vou fazer. Fico imaginando, então, quantas Paulas participam desse processo todo. Digo, até aonde eu sei já são dezenove, mas não tenho como saber quantos anos ainda vou viver. A Paula dos anos seguintes pensa o mesmo, e isso é algo que a última de mim não tem como saber.

Se por acaso um eu futuro voltar no tempo (supondo que ela (eu?) soubesse como) eu não vou ignorar. Não vou achar que eu estou doida, e vou ouvir atentamente. Tenho certeza que me daria conselhos sábios. E independente de onde eu estivesse, eu não teria problemas em me encontrar, pois já teria estado onde quer que eu estivesse.

Deu pra sacar?

Então, se você sou eu e está me lendo (supondo que a internet ainda exista, ou algo assim), pode me ligar pra me avisar o que quer que você tenha para me avisar, tá? Bom ou ruim, eu vou conseguir lidar com isso. E, se for ligar, não me ligue a cobrar, porque no momento estou sem crédito. Beijos para mim.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A vida, o universo, e tudo mais


Quem acha que os meus sonhos são loucos e bizarros certamente nunca ouviu falar da série do Guia do Mochileiro das Galáxias.
Resolvi começar a ler os livros de Douglas Adams esses dias (comprei a coleção com os 5 livros por apenas R$50 no Submarino.com).
Ontem terminei "O Restaurante no Fim do Universo", mas vou dar uma pausa antes de começar o seguinte porque quero ler "Querido John", e já adiei demais.

O "Guia" narra as aventuras de Arthur Dent, um terráqueo, através das galáxias. Ele vai para o espaço de carona com Ford Prefect, um ser de um planeta chamado Betelgeuse. Ford veio para a Terra mochilando, na intenção de ficar 2 semanas. Acabou ficando por 15 anos, por falta de carona de volta.
A casa de Arthur está prestes a ser demolida para dar lugar a um desvio na estrada. Ford vai urgentemente falar com Arthur, e numa conversa num bar, ele revela ser de outro planeta e diz mais: A Terra deixará de existir em uma questão de minutos.
Uma frota de naves de Zogons veio para demolir a Terra, para dar lugar a um desvio hiperespacial. Arthur e Ford pegam carona em uma dessas naves, e daí a história segue.

Os dois livros que eu li até agora ("O Guia do Mochileiro das Galáxias" e "O Restaurante no Fim do Universo") são muito bons. A história é super bem humorada, e retrata problemas sociais nossos (meros terráqueos) com um eufemismo intergaláctico.
É muito viajante, se você não curte ficção ou é alguém muito mente fechada, nem pense em ler. É um livro divertido e faz pensar, mas, ao meu ver, as pessoas que são muito céticas se divertem menos. Vão estar sempre pensando "Que ridículo, isso não existe!", ao invés de absorver a história sem pensar nesses detalhes sobre realidade.

Na foto: Marvin, o Andróide Paranóide. Ou melhor, um robô altamente depressivo. "Vida? Não me fale de vida". "Como estou? Deprimido. Não que vocês se importem. Vocês nunca se importam".

Recomendo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A verdade sobre o silêncio

Ontem eu não estava conseguindo dormir. Meu nariz ardia e escorria por causa de uma crise alérgica, mas enfim, vocês não precisam saber disso. Fiquei me revirando na cama e toda vez que ia adormecendo me dava vontade de fazer xixi. Fui ao banheiro umas 20 vezes. Além de estar frio, eu havia comido uma maçã verde e tomado chá. Essas duas coisas têm o poder de me fazer fazer mais xixi.
Meus pés ficam muito frio quando está frio. Gelados, na verdade. Minhas mãos também. Se você me tocasse poderia jurar que eu estava morta. É assim que eu funciono. Na noite de Segunda-Feira eu cheguei a usar o secador de cabelo para aquecer os pés antes de dormir. Não deu muito certo, mas enfim. Aquecedor de pobre.
Já que o clima estava bem agradável, eu resolvi desligar o ventilador para que meus pés voltassem à temperatura normal. Não deu certo, e ainda piorou a situação (de eu não conseguir dormir) porque eu consegui ouvir o som do silêncio.
O silêncio não é exatamente silêncio, já repararam? Quando tudo se cala, e ninguém faz barulho, você ainda escuta uma coisa. Uma coisa que você não consegue exatamente identificar, mas que assemelha-se ao som de uma geladeira em funcionamento. É silêncio, ninguém fala, ninguém grita, não há ruídos. Mas esse zumbido chato é o som do silêncio. Ou eu estou com alguma doença. Não conseguia dormir escutando aquilo, que mais parecia a voz um grilo supersônico na minha cabeça. A minha consciência, talvez? Não. Era só o silêncio mesmo. A parte na qual a gente não repara.
Tentem ouvir o silêncio, por favor. E me digam se eu não estou ficando doida.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Em ritmo de copa

Hoje foi a estreia do Brasil na África do Sul, e que joguinho insosso, hein? Mas, tudo bem, o negócio é ganhar. Como o placar foi 2x1 para o Brasil, não vou reclamar. Podia ter sido pior: empate. Fala sério, empatar em estreia, e ainda mais contra um time fraco, é começar com não um, mas DOIS pés esquerdos. Vamos ver quão longe vai essa nossa seleção, e esperar com muito otimismo que dessa vez a gente consiga o Hexa.


Não sou um ás em termos futebolísticos, mas sei todas (er, eu acho) as teorias, então estou no meu direito de exigir um próximo jogo decente.
Antecipo meu sofrimento no jogo contra Portugal, ainda mais se eles (os portugueses) jogarem com o uniforme vinho. Acho lindo. Vou pedir pra mainha fazer o bacalhau da páscoa em homenagem.

A seguir, um videozinho que representa tudo o que eu NÃO espero da Seleção Brasileira nessa Copa:



Esse vídeo foi de 2008, no torneio de integração do cursinho (Call), e se der para identificar (se vocês tiverem paciência para ver o vídeo) eu sou a número 4 do time azul marinho, de meião branco. Jogo muito (não).

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sábado e os bons tempos

Aos que ficaram se perguntando: sábado eu resolvi sair. Sim, resolvi não me incomodar com fato de ser dia dos namorados e fui me aventurar na balada. Confesso que eu não estava muito no clima de dançar ou beber, mas ainda assim, foi divertido. Podia ter sido melhor, e eu podia ter curtido mais, mas foi bom. Melhor do que ficar em casa me entupindo de doce e questionando todas as possíveis razões da minha falta de companhia.
Deixa eu falar uma coisa que pode parecer meio contraditória, mas vai concordando com alguns dos comentários que eu recebi acerca do post que eu fiz: na verdade eu não acho o fim do mundo isso de eu não ter um namorado. Não é algo que me preocupe noite e dia, nem nada que me faça chorar de depressão. É apenas uma vontade de não querer estar sozinha. Vontade de ter alguém que goste de mim e corresponda aos meus sentimentos. Não que a parte dramática seja falsidade da minha parte, é apenas uma concepção desesperada da ideia. E engraçada, permitam-me dizer.

Falando em balada, tá na hora de Natal começar a assumir o cumprimento da lei anti-fumo, né? Meu cabelo e minhas roupas agradecem. Lembro das baladas que fui em São Paulo, e voltei pra casa cheirosa, sem o cabelo fedendo.
Sabe uma coisa engraçada? Eu tanto reclamei que acabei esquecendo que dia 12 era o tal dia. Meu irmão teve uma competição de natação e eu fui lá assistir, e só vim me lembrar disso já bem depois.
Senti muita falta de nadar. Muita mesmo. E analisando essa nova geração, me deu mais saudade ainda. Não se fazem mais atletas como antigamente. Bons eram os tempos que as meninas realmente eram boas, os colégios tinham equipes decentes. Equipes que tinham uma super vontade de ganhar cada Estadual, os revezamentos eram incrivelmente emocionantes.
Lembrei do tempo, acho que era 1998, que a equipe Mirim (a minha equipe) bateu o record no revezamento Medley. Eu me senti super realizada, foi um dia incrivelmente feliz.
Sinto falta dos treinos intensos, das competições, do pessoal, das histórias. Foi uma época realmente muito boa da minha vida, e eu nunca vou esquecer. Acho que vou sentir essa sensação de nostalgia sempre.
Me dá pena (e uma certa indignação, devo dizer) saber que não temos mais bons atletas. Quer dizer, não como era antigamente. Era pra ser o contrário. Quero mais raça, mais vontade, mais animação nessas pessoas. Ah, os bons tempos.
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Esqueci de comentar uma coisa por aqui. Pra quem não sabe, eu comecei a postar meus sonhos no Apenas Um Sonho. Muita gente me pedia pra escrever sobre eles e fazer comentários a mais, além dos que eu fazia no Twitter. Resolvi postar no Tumblr pela praticidade, apenas. Achei uma coisa mais simples e mais enxuta do que algo por aqui. Se bem que eu tenho pensado em transferir tudo para o WordPress (ou aqui mesmo pro Blogspot), alguém tem alguma sugestão? Os comentários do Tumblr estão ativados, mas ninguém comenta por lá, então isso não seria bem um problema. Enfim, leiam. Meus sonhos são bem divertidos e estranhos, na maioria das vezes. Eu atualizo sempre que tem um que eu ache que vai agradar, e são todos sonhados mesmo. Como alguém perguntou e eu já respondi 'nada é inventado, só descrito'.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sobre um dia ruim

Essa noite eu não consegui dormir. Meu cachorro latia alto e uivava de dor, e batia na porta da área de serviço. Eu estava morrendo de pena, mas não podia fazer nada. Fechei a porta do corredor e tentei dormir. Não deu certo. Voltei lá na área de serviço e fiquei um tempinho com ele, e ele ainda chorava. Fui me deitar e consegui cochilar por alguns poucos minutos, mas o dia já estava amanhecendo. Ele piorou e logo de manhã bem cedo nós tivemos que levar ele na emergência do hospital veterinário. Era uma intoxicação. Ele ficou no soro, recebeu medicação e ficou internado durante o dia. Voltei pra casa e fui, finalmente, dormir.

Acordei super preocupada com um trabalho de Sociologia que tinha que ser entregue hoje. O texto era uma coisa bem complexa e chata, daquele tipo de coisa que se lê milhões de vezes e não dá pra entender completamente. Cada vez mais o texto ficava incompreensível para mim. Como diabos escrever uma resenha sobre algo que não se dá para entender? Nos últimos momentos, alguém apareceu e me deu uma boa iluminada no caminho da compreensão, e eu consegui terminar a tempo. A impressora não funcionou. O Word resolveu dar pau. Eu não conseguia salvar os arquivos no pen drive. A internet caiu.

Depois de muito me preocupar e me descabelar, e quase chorar (e xingar muito no twitter - sério), eu consegui salvar as coisas todas e parti para a UFRN.

Chegando lá, mas que vergonha, o professor simplesmente resolveu não ir lá pegar os trabalhos da galera. Fiquei puta.
Aos 45 do segundo tempo, o professor da outra matéria apareceu e nós fomos apresentar um outro trabalho. O tema era Brand Sense, e era super legal e interessante. Se tinham 10 pessoas presentes na sala era muito. O que é uma pena, porque nosso trabalho estava muito bom, e era super interessante. Quem não foi, perdeu de ir. É.
Me deu um certo desgosto porque eu queria que o mundo inteiro nos visse apresentar aquela coisa legal. Sim. As únicas pessoas perdoadas são aquelas que estavam no Intercom, em Campina Grande. O resto está na minha lista negra (/exagero).

Os slides continham muitas imagens de comida. McDonald's e Coca-Cola. Como eu mesma disse na minha parte da apresentação: nós respondemos à estímulos, comemos com os olhos. A visão é um sentido muito explorado na divulgação de um produto. E de tanto ver o McDonald's e as Cocas, fiquei com vontade. A única coisa boa do meu dia seria engordar com um Chicken Club Bacon e batatas fritas.

Quando eu estava na fila do drive-tru, lembrei que não sabia que horas eram, e eu talvez estivesse atrasada para assistir ao Ídolos, que começou hoje. Notei que uma moça do lado de fora havia acabado de olhar as horas no seu relógio de pulso. Abaixei a janela e perguntei "moça, por favor, que horas são?", e a mulher me olhou com uma cara de "não sei do que você está falando". Repeti a pergunta, em caso de ela não ter escutado da primeira vez. Ela disse "Eu não sei". Eu fiquei meio confusa e disse "Mas você não acabou de olhar as horas no seu relógio?" e ela ME MOSTROU O RELÓGIO NO PULSO e disse "Não sei". Palhaçada com a minha cara. Acho que ela era meio retardada de verdade. Deus sabe o que faz, eu acho.

A mulher do pedido perguntou o que eu queria. Eu disse "Promoção do Chicken Club Bacon com uma Coca Zero, e as horas, moça, por favor". É, eu sou sempre educada assim, mesmo de péssimo humor e com fome.

Meu cachorro ainda está doentinho. Agora que conseguiu deitar pra dormir. Antes ele tava dormindo sentado, tadinho. Cochilando, pendendo a cabeça. Acho que vou deixar ele dormir no meu quarto. Tô com medo de mexer e ele não conseguir mais dormir e ficar latindo e uivando e a mesma coisa de ontem.

Esse foi o meu dia. Mal dia, mal dia, mal dia.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Licença para desabafar (ou como não manter sua promessa de não choramingar no dia dos namorados)

Acho que Deus tá de sacanagem comigo. Quero saber o que Ele está esperando pra mandar o anjinho gordo e pelado que carrega aquela porcaria de arco e flecha acertar alguém pra mim. Não entendo o motivo da demora. O que foi que eu fiz pra merecer? Olha, seu Deus, se você acha que eu tô achando engraçado essa brincadeira de "não vamos arranjar um namorado para Paula", fique sabendo que eu não tô não. Nem um pouco.
Faltam 4 dias, e eu espero um milagre, ok? Não seja miserável, pode mandar vários, e aí eu escolho. Mas, tá, mandando um que seja certo eu já fico satisfeita.

Agora me resta saber o que fazer quando o dia fatídico chegar. Estava combinando uma noite das solteiras (carinhosamente chamadas de encalhadas) mas uma das amigas arranjou um namorado.
Pois é, a vida não está fácil para mim. E aí que eu fico na dúvida: fico em casa, com um pote de sorvete e muitos filmes de amor, imaginando o dia em que eu vou poder compartilhar do sentimento, OU vou para uma festa, me embriagar e beijar amigos gays? Nas duas, de alguma forma, eu estaria "celebrando" o fato de eu estar sozinha. Grande porcaria.
Aí vem engraçadinho no Formspring e me pergunta se eu estou namorando, umas 20 vezes. 'É pra esfregar na minha cara?' eu pergunto. Só pode. Porque em momento algum da minha vida eu cheguei perto de um namoro, tirando aquela vez de quando eu tinha 11 anos e fiquei com Bidu no brinquedinho do McDonald's da Prudente. Depois a gente começou a namorar, e ele foi o único namorado que eu já tive na vida, então PAREM de ficar me perguntando se eu estou namorando, porque eu não estou, e pelo que eu estou vendo, não estarei tão cedo.

Eu tinha me prometido que não ia ficar choramingando nessa data este ano, e que ia ser diferente. Mas não consigo, gente. Desculpa, mas eu não consigo não reclamar.

Imagine-se em Abril, plena Páscoa, milhões de ovos espalhados por todo lugar. De repente, todo mundo vem e agarra todos os ovos, e no final, só sobram os quebrados pra você. Ou, algumas vezes, nem os quebrados.
Ou imagine-se em Dezembro, com todos os efeites e aquele clima de magia, e você está convicto de que Papai Noel não existe e você não tem dinheiro pra comprar o próprio presente.
É ASSIM QUE UMA PESSOA SOLTEIRA SE SENTE NO DIA DOS NAMORADOS. E a culpa é do Capitalismo, e do comércio. Porque é a data que as encalhadas não são bem-vindas à entrar em lojas nem pra comprar bala, nem pegar panfleto. Sofremos um grande preconceito.

Estou solteira, e este é o mundo em que vivemos, cada vez mais errado.